Capt. Uyrangê Hollanda interview on Operação Prato / Colares — 1997 (Brazilian Portuguese)
What: the rare 1997 on-record interview in which Captain Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima — operational chief of the Brazilian Air Force’s Operação Prato (Operation Saucer), the 1977 investigation of the Colares “Chupa-Chupa” UFO flap — broke 20 years of silence, contradicted the official “no unusual phenomena” finding, and described physical-effect cases, his own claimed contact encounter, and a probable implant. Interviewers: Ademar José Gevaerd (editor, Revista UFO / UFO Magazine Brazil) and Marco Antônio Petit (Brazilian ufologist — NOT the French physicist Jean-Pierre Petit). When: 1997 (Hollanda was found dead ~3 months later, apparent suicide). Video source: YouTube, “UFOB | Your UAP Library,” uploaded 2022-06-22, https://youtu.be/PzNQVH7Wvnc (1:48:40). Original language: Brazilian Portuguese.
Transcription provenance: OpenAI whisper-1 (via speech_to_text_remote.py -l pt), from audio pulled with yt-dlp. YouTube’s own auto-captions were heavily garbled ASR, so whisper was used for fidelity. This is a machine transcription, not hand-verified — expect minor ASR errors (e.g. “Operação Praga” for Prato; “Paratá”/“Para-SAR” for the Para-SAR rescue unit; proper-name and place spellings approximate). A trailing whisper end-hallucination (“Legendas pela comunidade Amara.org”) was removed. Timestamps are seconds from the audio start. Captured: 2026-06-05. Analysis: colares-operation-prato-1977.
[0.0s → 14.0s] Mas, coronel, o senhor se reformou da Força Aérea Brasileira em 1992, 5 anos atrás. [14.0s → 25.0s] Não lhe passou pela cabeça de virar, conversar com os ufólogos e relatar isso para a sociedade? Eu sempre conversei muito com os ufólogos, sempre conversei muito com o Bob Pratt, sempre quando ele vinha ao Brasil entrava em contato comigo, com o Irene Granic, [25.0s → 33.0s] com o Rafael Sempeiro, com vários ufólogos. Mas nunca eu, de modo próprio, se eu quero falar na televisão, [33.0s → 53.0s] nunca me pediram que escrevesse, que fizesse um livro, que escrevesse alguma coisa. Nunca me interessou, nunca me motivou isso. Hoje eu já penso diferente, eu acho que já deve ser dito alguma coisa. [53.0s → 83.0s] O senhor acha que esse assunto deve ser espalhado? Deve ser explicado. É o que eu te disse, eu vou fazer 60 anos, daqui a pouco eu tô com 60, daqui a pouco eu chego a 70, senão morreu o coronel e acabou. Perfeito. E por que o senhor procurou a revista Ufo para dar essa declaração? O senhor confia em que a revista vá fazer um trabalho de enumeração? O senhor está falando sempre? Distorção? Veja bem, eu vou falar de Gevaert. [83.0s → 92.0s] Há muitos anos atrás, em 1977, nessa época, 1977, 1978, por aí, estive conversando com o Gevaert. [92.0s → 99.0s] 87, 88? Por aí. Estive conversando com o Gevaert e não pude autorizar que ele publicasse nada. [99.0s → 106.0s] Conversamos, mas sem autorização para publicação nenhuma. Até aqui isso foi obedecido. [107.0s → 118.0s] Então, anos depois, a coisa tinha mudado. Eu já estava na reserva, eu já podia falar sem complicação, [118.0s → 152.0s] sem problemas imediatos para a minha força e para mim mesmo. E por saber da seriedade da revista Ufo, do Gevaert e dos amigos com quem eu sei que colaboram com a revista, eu conheço alguns, me dá mais tranquilidade de falar que não há sensacionalismo, não há a conotação de sensacionalismo em publicar matéria por simples motivo de venda, [152.0s → 166.0s] vender o assunto, e sim publicar para esclarecer o assunto. Não há interesse monetário nisso. Coronel, como é que tudo começou? Como é que foi o estupim inicial? [166.0s → 183.0s] Primeiro, como foi o seu interesse pelo projeto? Foi anterior à Operação Praga? Não, veja bem. Em 1952, 53, eu tinha 12 anos, 13 anos, estava na janela da minha casa em Belém e apareceu um objeto muito grande, [183.0s → 201.0s] uma luz muito grande sobre a cidade. Eu vi. Eu vi no dia seguinte. Ela estava publicada no jornal, tinha parado, inclusive, em cima de uma federação de escoteiros, Federação Educacional Infanto e Juvenil em Belém, FEIJ, F-R-I-J. [201.0s → 209.0s] Tinha uma competição de natação e tinha parado em cima, realmente. Todo mundo viu. Aí eu disse, olha, garoto, eu vi uma coisa e no dia seguinte estava no jornal. [209.0s → 243.0s] E aquilo despertou seu interesse? Eu sempre acreditei em vida extraterrena. Sempre acreditei na possibilidade de que eles tivessem a curiosidade de estarmos observando, investigando uma forma, algum planeta com vida, alguma coisa de uma inteligência fora e estivessem observando. Mesmo que o contato não fosse franco. Você chegou a entrar na aeronáutica por causa do seu interesse? Não. Na guerra? Sempre tive uma paixão muito grande pela aviação e pela vida militar. [243.0s → 254.0s] E como aviador da FAB, o senhor foi chefe do serviço de intendente do primeiro comando. Foi. Quais eram as suas atribuições dentro da FCAR? [254.0s → 270.0s] Ela dava o suporte, todo o suporte administrativo e financeiro para as ações do comando. E quanto à sessão de operações de serviços de informação, conhecido como A-2 aeronáutica, [270.0s → 278.0s] da qual o senhor foi chefe também? Ah, sim. Estão muito ligadas à segurança do Estado. Certo? Muito ligadas à segurança do Estado. [278.0s → 312.0s] Como é que os movimentos subversivos e ideias xenófobas que chegavam aqui… Aquela efervescência logo após a Revolução de 1964, as ações de terroristas e grupos de Partido Comunista e essas outras coisas, porque a gente tinha que estar combatendo isso. Era a segurança do Estado. A conta do seu currículo também é uma função bastante interessante. O senhor foi chefe do Serviço de Operações Especiais de Celta. O senhor deve ter um monte de experiências interessantes. [315.0s → 328.0s] A Força Aérea tinha uma ideia antiga de fazer um colar de fronteiras. Era a ideia de um brigadeiro que tinha muito conhecimento da Amazônia, [328.0s → 348.0s] uma pessoa inteligentíssima, brigadeiro Camarão. João Camarão Teles Ribeiro. E ele tinha essa ideia da formação de um colar de fronteira, ou seja, de 200 em 200 quilômetros na orla da fronteira, um campo de pouso com uma missão religiosa, protestante ou católica, [348.0s → 361.0s] e um grupamento, um grupo de índios. Uma assistência, uma pista de pouso, um grupo de religiosos para darem a assistência [361.0s → 382.0s] e a FAB dando suporte a tudo isso. Eu, como paraquedista, eu tinha também essa maior facilidade, maior adaptabilidade a esse tipo de missão. Teve muitas missões na selva. Conheceu muitos índios. [382.0s → 397.0s] Muitas tribos, muitos índios, abriu muitos campos. Aculturados. Aculturados, não aculturados. E a gente sempre trabalhava em algumas missões, muito em contato, sempre coadjuvando as ações do Paratá. [399.0s → 408.0s] Que é o Paratá? É o Paraquedista Solomento. Paraquedista de Solomento. Paraquedista de Sarco. [408.0s → 418.0s] Search and Rescue. O senhor promou conhecimento de algum tipo de descoberta ligada à arqueologia? [418.0s → 433.0s] Alguma observação feita por militares na Amazônia ligada a esse tipo de problema? Sim. Alguns colegas, principalmente um que me lembro que relatou que sobrevoando o meio da selva ficou surpreendido por uma formação piramidal. [433.0s → 451.0s] Estava coberto por vegetação. E parece que ali tinha havido algum núcleo de alguma civilização muito antiga e que abandonada a selva tomou conta. Mas havia uma formação piramidal nítida com ângulos pertentes de uma pirâmide. [451.0s → 459.0s] Isso aí foi encontrado, observado aonde? No Amazonas. Não supostamente precisar, exatamente. [459.0s → 468.0s] Mas foi, se não me engano, na região do Rio Javari. Foi relatado isso pelo colonel Valério. Está vivo ainda. [476.0s → 480.0s] Colonel, agora que a gente já sabe bastante sobre a sua atividade na Força Aérea Brasileira, [480.0s → 499.0s] eu queria agora entrar no assunto pesquisas ufológicas. A sua primeira participação em uma pesquisa ufológica oficial dentro da Força Aérea foi a Operação Prato ou já houve alguma coisa disso? Não. De minha parte, não. Minha atividade era exatamente a segurança do Estado. [499.0s → 515.0s] As coisas que envolviam o comproventimento da segurança nacional. Então a gente tinha ações contra os partidos comunistas, essas informações de guerrilha, grupos que faziam assalto a banco, sequestro, essas coisas. [515.0s → 519.0s] A questão ufológica, o senhor já tinha conhecimento dos casos acontecendo pela Amazônia? [519.0s → 526.0s] Sim, claro. A gente ouvia falar. Elas representavam, de alguma maneira, interesse ou preocupação [526.0s → 533.0s] por parte das Forças Armadas de que fosse uma ameaça externa também à soberania nacional? Não. Não foi uma ameaça externa, não. [533.0s → 546.0s] Era apenas encarado como um fenômeno que até duvidou alguns oficiais, a maioria deles. Uma coisa até duvidosa. E alguns até faziam muita gozação a respeito disso. [546.0s → 558.0s] Faziam muita brincadeira a respeito disso. A sorte dessa Operação Prato sair é que o comandante, na época, tinha interesse nisso e acreditava nisso. Quem era o comandante? [558.0s → 562.0s] Protágio Lopes de Oliveira, Brigadeiro Comandante de Primeiro Comando. Está ordem ainda? [562.0s → 573.0s] Está. Eu acho que está. Mora em Belém. E como é que surgiu a ideia da Operação Prato? Foi uma ideia sua? Foi uma ideia do comandante? Foi uma coisa do governo? Eu não estava em Belém nessa época. 77? [573.0s → 594.0s] 77. Eu estava servindo em Belém, mas estava fazendo um curso em Brasília. Quando eu retornei do curso, me apresentei ao meu chefe de segunda sessão e ele me perguntou se eu acreditava em disco voador. Eu não sabia nem que estava ocorrendo essa operação. E esse chefe era o? Coronel Camilo Ferraz de Marcos. Ele perguntou se eu acredito em disco voador. [594.0s → 606.0s] Eu disse que não acredito. Então agora você está encarregado desse caso. Aí me deu a pasta com o início da Operação para que eu tomasse conta do assunto e ficasse encarregado do caso. [606.0s → 646.0s] De onde veio a ideia da Operação Chamar-se Prato? De quem veio essa ideia? Eu dei esse nome porque o Brasil é o único no mundo, a única nação no mundo que chama disco voador de disco voador. O meu fraterno chama de Sucup Volante. Sucup é Pires. Sucup Pires Voador. O português chama de Prato Voador. O espanhol chama de Platilho Volante. O inglês chama de Flying Saucer. Eu sabia até como é que o russo chama também, mas não é disco voador. [646.0s → 661.0s] Então tudo é relativo a Pires. Como a gente coloca no meio algumas operações, é uma espécie de código, e ele não podia ficar muito afastado da finalidade real da operação, [661.0s → 689.0s] não se poderia chamar de Operação Disco Voador. Também não queria chamar de Pires Voador. E ficou mais um primo parecido dele, o Prato. Prato. Agora você disse que recebeu uma pasta desde seu chefe. Quer dizer que já havia então em andamento alguma investigação a respeito? Quando eu cheguei os agentes já tinham sido enviados para investigar. Por quê? Porque essa coisa estava acontecendo muito na região de Colares. [689.0s → 696.0s] É uma ilha que pertence ao município da Vigia. É uma ilha no litoral, água salgada. [696.0s → 708.0s] Litoral do Pará. Frente à Baía do Marajó. O prefeito de Colares, da Vigia, mandou um documento, um ofício do comandante do primeiro comando, [708.0s → 713.0s] porque essa coisa estava incomodando muito os pescadores. É uma ilha de pescadores. [713.0s → 717.0s] E estava incomodando muito os pescadores. Eles não conseguiam mais exercer a atividade. [717.0s → 729.0s] Não conseguiam pescar. Porque eram sobrevoados, voavam em torno das embarcações. Às vezes alguns até mergulhavam lá da embarcação. [729.0s → 736.0s] Então, passava a noite, acendiam fogueiras e soltavam muitos fogos. Os fogos de São João. [736.0s → 747.0s] Quando o avião sobrevoou isso. Então a população apavorada pediu, como era coisa do ar. Ele se dirigiu ao comando do primeiro comando, pedindo providência. [747.0s → 755.0s] E o Brigadeiro mandou que fossem investigar. Houve algum momento de participação no Brasil? Ouviu a instrução de Brasília para que fosse agregado? [755.0s → 761.0s] O Brasil pediu cautela, calção, confidencialidade? Não participei. Na época eu era capitão. [761.0s → 769.0s] Eu recebi a ordem. Eu não participei desse entrelaçamento. Era do Brigadeiro para a sessão. [769.0s → 776.0s] Nós éramos a segunda sessão dele. Então, se houve, era entre ele e Brasília. Eu não participava. [776.0s → 784.0s] Eu tinha que cumprir a missão que ele me deu em determinado momento. Voltando então ao fato. Você recebeu uma pasta com informações e passou a erigir a Operação Praça. [785.0s → 790.0s] Como é que foi estruturou? Em que divisões? Em quantas pessoas? Em quantas missões? [790.0s → 795.0s] Como é que foi que organizou a Operação Praça? Para conduzi-la? Bom, nós éramos… [795.0s → 809.0s] Eu era o chefe na época, capitão. E tinha 5 agentes. Às vezes 5, às vezes 6, às vezes 4. Mas eram basicamente 5 agentes. Sargentos. Que trabalhavam na segunda sessão. [809.0s → 817.0s] E a gente, no local, por exemplo, em campo. A gente dividia, às vezes, a equipe. [817.0s → 825.0s] Em duas, três equipes. Para duas ou três posições de observação. Claro que em contato com a OPTOX. [825.0s → 831.0s] Comunicação Rádio. Os objetivos eram observar o discovador, fotografar, tirar do discovador. [831.0s → 839.0s] O que que? Realmente tirar a prova, botar. Claro isso. Porque todo mundo falava. [839.0s → 862.0s] Aí apelidaram logo essas coisas que estavam acontecendo. Apelidaram o chupa-chupa. E ficou conhecido na época como chupa-chupa. Mas a Força Aérea precisava saber o que estava realmente acontecendo. O que que era isso que estava acontecendo no espaço aéreo brasileiro? Porque nós temos a responsabilidade do espaço aéreo brasileiro. [862.0s → 870.0s] O Marinha é sobre a água territorial brasileira. E o Exército, a parte de segurança de terra. [870.0s → 875.0s] A nossa parte tinha que ser cumprida. E qual era a origem, vamos dizer assim, desse fenômeno? [875.0s → 882.0s] O que que motivou que acontecesse esse tipo de denominação culpada da população em relação ao fenômeno? [882.0s → 893.0s] Bom, havia uma série de relatos de pessoas que tinham sido atingidas por uma luz. [893.0s → 915.0s] E que julgavam que eles estivessem sugando o sangue das pessoas. Porque realmente, depois a gente foi verificar, tinham algumas, principalmente mulheres, no seio esquerdo, uma marca, como se fossem duas furos de agulha, e em torno, uma mancha castanha, como se fosse uma queimadura de iodo. [915.0s → 935.0s] As pessoas diziam que tinham sido sugadas. O sangue tinha sido sugado em uma parte lá. Aquela cena do sangue tinha sido retirada. Então passaram aquele dar de chupa-chupa por causa deles, sabe? Porque uma luz vinha e incidia a outra pessoa. E normalmente as mulheres no seio esquerdo, homens no braço, na perna. Qual era a proporção? Quantas mulheres para quantos homens e mulheres? [935.0s → 941.0s] Mais ou menos de oito para oito. Em dez, oito mulheres. Em dez casas, oito mulheres e uma mulher. [941.0s → 945.0s] E vocês documentaram os efeitos físicos? As máquinas, as pessoas, foi tudo documentado? [945.0s → 951.0s] Foi visto, foi analisado. Tanto o serviço quanto o negócio. Alguns foram conosco. [951.0s → 963.0s] Não me lembro o nome deles. Quando vocês começaram as suas vigílias, então, e tiveram, logo de imediato, aliás, o que aconteceu, as comprovações, o sumário, alguma coisa assim? Não. [963.0s → 970.0s] Eu vou dizer sinceramente que eu entrei como advogado do diabo. Eu entrei para desmistificar isso. Para dizer que essa coisa não existia, [970.0s → 976.0s] que era uma coisa que não existia. Eu entrei para desmistificar isso. Para dizer que essa coisa não existia, [976.0s → 982.0s] que era uma… Vamos dizer uma alucinação coletiva, que alguma coisa estava sendo vista que não era [982.0s → 994.0s] realmente nada dentro dela. Tá? Imaginando que fosse o que? Não sei. Águia? A plumagem de uma… de uma coruja, [994.0s → 1004.0s] refletida… refletindo a luz da lua. Alguma coisa dessa natureza. Mas nunca que… Podia imaginar até que fosse, [1004.0s → 1013.0s] mas eu não acreditava que estivesse vendo isso. E eu fui para ver se era realmente isso. E em quanto tempo o senhor teve essa confirmação? Eu passei dois meses [1014.0s → 1020.0s] respondendo não para o meu comandante. Eu, quando voltava, passava uma semana, e voltava no fim de semana para [1020.0s → 1031.0s] conviver um pouquinho com a família. O senhor passava semanas inteiras no mato. Tá? E voltava no fim de semana, [1031.0s → 1042.0s] e a minha resposta para o comandante era não. Ele perguntou, você viu alguma coisa? Não. Eu vi luz, mas nunca vi luz que piscava, passava abaixo assim, [1042.0s → 1049.0s] mas nunca… Nada. Era realmente bem estranho. Mas eu não podia dizer o que era. Não vi. [1049.0s → 1054.0s] Eu via luz, mas não vi luz. Não sei. Não sei o que é isso. E ao menos isso durante a noite? [1054.0s → 1082.0s] Durante a noite. Durante o dia você tinha alguma atividade também incorporada ao projeto? Também. Entrevistas. A gente ia procurar ver as pessoas, entrevistar, preparar os locais onde a gente poderia ir. Noites. Sabia que na noite anterior apareceu em tal lugar. A gente tinha várias informações a respeito daquele lugar. Então, provável incidência seria naquele lugar. E a gente se deslocar para lá. [1082.0s → 1089.0s] No lugar mais provável do acontecimento. Você tinha também acompanhamento, de fato, [1089.0s → 1096.0s] coletando informações da sua testemunha. Isso. Sempre fazendo, colocando o nome da pessoa, colocar uma relação do lado próprio, [1096.0s → 1108.0s] um procedimento, uma método logístico. Isso. E a gente sempre botava o nome da pessoa, a localidade, o horário, como foi. Descrição de cada fato de perfil. [1109.0s → 1113.0s] Na mesma localidade aconteceram três casos naquela noite. A gente ouvia as três pessoas. [1114.0s → 1124.0s] Que tipo de descrições as pessoas davam? Os mais comuns? Não. Tem algumas estranhas, que a gente foi depois comprovar que realmente tinham acontecido. [1125.0s → 1134.0s] Desmaterialização de parede inteira, de telhado. Como assim? A primeira senhora que eu entrevistei, em Colares, [1134.0s → 1164.0s] eu tinha saído de helicóptero de Belém para Colares. Pousamos em Ibituba para colher uns dados. Fica perto de Colares. E decolamos de helicóptero para Colares. Chegamos em Colares e eu fui ouvir uma senhora que tinha sido queimada por esse tal do chupa-chupa. Eu vi, realmente. Ela me fez exposição nos seis dias. [1164.0s → 1174.0s] Tinha marca castanha, como se fosse uma queimadura. E dois pontos de perfuração. [1174.0s → 1183.0s] Às vezes era um ponto. Quando nós estávamos conversando com ela, ela me descreveu que estava sentada numa rede, fazendo uma criança dormir. [1185.0s → 1194.0s] E, de repente, o ambiente começou a mudar de temperatura. Começou a ficar uma temperatura estranha. Ela achou esquisito aquilo, [1194.0s → 1223.0s] mas nunca ia imaginar o que iria ocorrer a seguir. Ela, deitada na rede, viu que a telha começou a ficar avermelhada, como se você tivesse chegado a um charuto em uma folha de papel. Ela foi ficando avermelhada e, depois, ficou vendo o céu. A telha desapareceu. Ficou como se fosse um vidro. Ela via o céu. Ela via… do outro lado. [1223.0s → 1228.0s] Ela estava vendo as estrelas. Aí eu fiquei mais preocupado ainda. Fiquei mais curioso ainda. [1228.0s → 1238.0s] Ficou parecendo sincero. E desse buraco que ela falou, que apareceu… veio uma luz verde primeiro, que ela ficou meio adormente, [1238.0s → 1244.0s] e, logo em seguida, um raio vermelho. Uma luz vermelha, um raio vermelho. E atingiu o seio dela. [1244.0s → 1254.0s] O seio dela, o seio esquerdo. Sempre do lado esquerdo. A maioria das vezes, do lado esquerdo. Na hora que nós estávamos falando, que ela estava explicando isso, uma menina disse, olha, está passando aqui em cima. [1254.0s → 1276.0s] Em aviação, a gente divide o céu em oito partes. Questão de meteorologia. Ou seja, o céu com 0 oitavo, ele está claro, sem nuvem. Sem nuvem nenhuma. Com 1 oitavo, tem poucas nuvens. 2 oitavos, até 8 oitavos, está completamente cheio de nuvens. Nesse dia, o céu estava com, vamos dizer, 5 oitavos. [1278.0s → 1294.0s] Quase todo coberto. No buraco, quando eu saí da casa, eu estava conversando com essa senhora. Quando eu saí da casa, eu realmente vi passar no buraco, no que a moça estava contando, passou uma luz, com velocidade razoável, não era muito veloz, [1294.0s → 1312.0s] e piscava. Piscava sempre. Oscilação de um segundo. Isso. Piscando, passou na direção norte. Tá? Eu olhei e disse, pode ser até um satélite, satélite até as oito e meia da noite, [1312.0s → 1318.0s] ele ainda tem a iluminação do sol. Um satélite artificial norte, sim. E ele podia, por algum movimento de rotação dele, alguma coisa, [1318.0s → 1328.0s] ele estar emitindo aquela luz piscante. Só que essa luz voltou. Logo em seguida, ela voltou. O satélite não volta. Ficou mais estranho ainda. [1328.0s → 1332.0s] Mas eu não podia dizer que isso era um disco voador. Eu não estava lá para dizer que [1332.0s → 1336.0s] qualquer coisa que aparecesse era disco voador. Eu estava a tirar a limpa dessa história. [1336.0s → 1344.0s] Essa era a minha missão. Na região, por parte da Costa Aérea, existia algum tipo de equipamento de radar que pudesse confirmar [1344.0s → 1354.0s] ou se utilizar para acompanhamento desses fenômenos? Não. Só no aeroporto de Belém, radar fixo. Radar do aeroporto e radar fixo. O que significa radar fixo? [1354.0s → 1378.0s] O radar faz parte do serviço de controle de traço aéreo. Tá? Esses ataques, coronel, que estavam acontecendo nas pessoas que já estavam acontecendo na certa frequência, eles eram comunicados ao governo do Estado, às autoridades estaduais ou, na verdade, aos portos municipais? Sim, claro. Estiveram em mérito da Secretaria de Saúde. Tá? Enviados pelo governo. [1378.0s → 1388.0s] Pelo governo foram lá olhar, foram examinar as pessoas. E daí? E o que que eles confirmaram? Confirmaram os fatos? Eles ouviam o lugar queimado e examinavam, tomavam. [1388.0s → 1393.0s] Depois, vendo pacientes, procuravam. Não faziam mais nada. Isso não acarretava nada. [1393.0s → 1399.0s] As pessoas se recuperavam facilmente. Mas ficavam muito apavoradas. Algumas diziam que tinham ficado enjoadas, [1399.0s → 1414.0s] que ficavam dormintes por alguns dias. Um cidadão, uma vez, veio nos procurar, ele tinha, próximo da casa dele, tinha aparecido uma luz dessa, mais próxima. Tá? E focou na direção dele. [1414.0s → 1422.0s] Já não era mais essa luz vermelha. Era uma luz com o foco do helicóptero. Mas não era helicóptero. Era realmente uma nave. Ele correu dentro de casa, apontou lá, [1422.0s → 1430.0s] pegou uma arma, espingarda, e apontou pra… pra onde vinha essa luz. Veio uma luz mais forte, ele caiu, ficou dormente, [1430.0s → 1438.0s] ficou uns 15 dias com problema de locomoção. Ah, mas não houve nada sério. Ele não foi atingido por nada, assim, [1438.0s → 1445.0s] com um portil ou qualquer coisa dessa natureza. Apenas uma luz que importava energia. [1445.0s → 1452.0s] E que deixou ele sem movimento. E as autoridades federais, governo federal, estavam avisados, estavam informados [1452.0s → 1456.0s] que esse tipo de coisa absurda estava acontecendo na região? Acredito que sim, mas eu desconheço. [1456.0s → 1464.0s] Eu apenas tinha recebido a ordem do meu comandante. Não mais nada disso. E esses acontecimentos que o senhor tinha nessas pessoas, aconteceu logo no início da operação Prato, logo no início. [1470.0s → 1486.0s] Quando foi que o senhor teve o seu primeiro grande contrato? Veja bem, nós estávamos em… Tivemos a informação de que na Ilha do Mosqueiro, num lugar chamado Bahia do Sol, [1486.0s → 1499.0s] a Ilha do Mosqueiro é a balneária do Belém. E na Bahia do Sol estavam acontecendo coisas. Bahia do Sol é muito próxima de Colares. É uma outra ilha. [1499.0s → 1505.0s] Colares é uma ilha e a Ilha do Mosqueiro é outra. Tem o canal da Laura entre a Bahia do Sol, [1505.0s → 1514.0s] entre a Ilha do Mosqueiro e a Ilha de Colares. É quase que se vê Colares lá na Bahia do Sol. [1514.0s → 1522.0s] Mas que lá estavam acontecendo coisas? Nós, como estávamos investigando tudo, e qualquer indício era pesquisado, [1522.0s → 1533.0s] nós nos voltamos para a Bahia do Sol. Eu sempre era questionado pelos agentes que tinham mais fé do que eu de que aquilo estava acontecendo, [1533.0s → 1538.0s] porque quando eu cheguei, eu já peguei o banho de andando. Eu disse que eu estava em Brasília. [1538.0s → 1545.0s] Quando eu voltei, é que me passaram essa lição. Ele disse, mas capitão, o senhor não acredita? [1545.0s → 1551.0s] Não, para mim não. Para mim isso é alguma coisa que eu ainda preciso saber o que é. [1551.0s → 1557.0s] Dizer para você que é disco voador, eu nunca vi um disco, eu vi luz. Eu nunca vi disco. [1557.0s → 1564.0s] Então para mim isso não era. Isso não é disco voador. Não é prova que eu fique satisfeito. [1564.0s → 1575.0s] Eu estou vendo coisas estranhas, mas não posso me dizer o que é. E um deles, o Sr. Flávio. O Sr. Flávio. Ele até brincou comigo. [1575.0s → 1585.0s] O senhor não quer que essa coisa dê uma volta em cima do senhor? Acenda a luz, faça tudo? Faça uma volta em cima do senhor, um passeio, só para o senhor acreditar. [1585.0s → 1597.0s] Eu disse, mas seria interessante isso. Já fica difícil uma luz dessa fortuita, uma coisa que pode ser uma coruja, ela adivinhar que você está brincando desse jeito. [1597.0s → 1627.0s] E, por coincidência, na Baía do Sol aconteceu isso. Nós estávamos conversando. Que dia foi? Mais ou menos novembro. Foi logo no início da operação. 77. Apareceu uma luz. Veio de norte. No sentido norte-sul. Na nossa direção. Média altura. [1627.0s → 1641.0s] E, realmente, quando chegou, ela se deteve e fez um círculo em torno. Depois foi embora. Aí eu levei uma gozada da turma. Do sargento. E agora? Não sei, ainda não vi. [1641.0s → 1652.0s] A luz era de que jeito? Sabe essa solda de metal? Não, solda elétrica. Quando era menino, os caras soldavam brilho de bordo, [1652.0s → 1658.0s] que é aquela coisa que a gente não consegue enxergar. Era um brilho azul forte. Era isso. [1658.0s → 1664.0s] Era um brilho dessa natureza. Azul, muito azul. Mas dava para se ver? Não se via forma, se via luz. [1664.0s → 1672.0s] Vocês fotografaram esse objeto? Fotografamos. Levamos um baile de dois meses. Não saía nada. A gente enchia o quadro da fotografia, [1672.0s → 1678.0s] estava vendo a luz forte. Fotografava. Agora vai sair. Não saía nada. Não vimos nada. [1678.0s → 1685.0s] Quando a gente pegava o negativo, não tinha nada. Várias vezes aconteceu isso? Várias. Nós levamos um samba de dois meses. Até que aconteceu uma coincidência. [1685.0s → 1692.0s] Eu acho que coincidência não existe, mas aí foi um fato inusitado. Eu estava analisando e muito triste, muito chateado, [1692.0s → 1703.0s] porque eu não conseguia imprimir aquelas imagens na ilusão fotográfica. E na minha mesa tinha uma lanterna, [1703.0s → 1712.0s] que eu usava em operações de selva. Estava lá, nem sei porquê, porque talvez eu estivesse revisando os equipamentos de selva, fazendo manutenção deles, [1712.0s → 1718.0s] e a lanterna estava em cima da minha mesa. E eu estava olhando os filmes, os negativos. [1718.0s → 1727.0s] E não aparecia nada? Nada. Eu olhando, muito triste. A gente encheu o quadro e não apareceu nada. Eu observei que a lanterna tinha, em uma extremidade, [1727.0s → 1735.0s] ela tinha uma lanterna normal. Na outra extremidade, na outra ponta, ela tinha uma capa vermelha, [1735.0s → 1743.0s] que servia para a sinalização em selva. Uma seleção vermelha. Você coloca um sinal no carro, [1743.0s → 1749.0s] você vê que ela vira vermelho. Se você tirasse aquela capa, ela tinha uma tampa, [1749.0s → 1775.0s] ela tinha um vidro fosco. Eu olhei aquilo e me lembrei que os médicos examinam as radiografias no radioscópio, que é um quadro opaco, com luz por trás, e eles colocam a chapa radiográfica ali, para examinarem, para ver o contraste, [1775.0s → 1789.0s] luz e sombra. E eu olhei. Eu estou com um radioscópio aqui, nem sei o nome que chamam esses aparelhos médicos, mas eu peguei uma fita, um filme, [1789.0s → 1799.0s] e coloquei ali. E observei que tinha um ponto, tinha um objeto. Eu não estava procurando nenhuma marca, não estava procurando nenhum objeto, [1799.0s → 1814.0s] eu estava procurando luz. E luz eu não via. E observei que tinha realmente um cilindrozinho. Em todo filme tinha aquele cilindro. Então eu tinha conseguido imprimir [1814.0s → 1823.0s] a parte sólida daquele ajustamento. E não a luz. E não a luz. Por questão de comprimento de onda, eu não sei porque, [1823.0s → 1832.0s] a luz não impressionava aquele filme. Mas a parte sólida, a sonda, depois a gente veio concluir que seria uma sonda, [1832.0s → 1844.0s] era um cilindro. Aquilo estava impresso ali. E eu não estava procurando cilindro, eu estava procurando luz. Eu ficava muito triste que não havia luz nenhuma. Porque estava muito claro aquele filme. Vocês fizeram muitas fotografias? [1844.0s → 1853.0s] Fizemos muitas fotografias. Mais de 100. Quantas fotos de ursos foram feitas? Quase todas tinham. [1853.0s → 1865.0s] 500? 500. E eram todas catalogadas. Eu guardava aquilo, eu estava até muito triste, porque aqueles murros de filme ficavam na minha frente, eu ficava olhando por dois meses quase de trabalho [1865.0s → 1871.0s] e não conseguia nada. Não saía luz nenhuma naquilo. Eu estava procurando ver no negativo [1871.0s → 1882.0s] o que eu tinha visto. E não aparecia. Então, depois nós fomos olhar com curiosidade e fomos ampliar, [1882.0s → 1888.0s] passamos para o laboratório para ampliar aquilo. Realmente era sonda que estava ali. Era sonda. [1888.0s → 1904.0s] Era uma sonda. E depois que a gente estava com dificuldade já nessa parte técnica fotográfica, eu tinha um irmão da maçonaria chamado Milton Mendonça, que já faleceu. Ele era cinegrafista da TV Liberal [1904.0s → 1917.0s] e era esperto em fotografia. Eu pedia ajuda dele, porque eu confiava nele. Sabia que ele participando da operação não ia comentar com ninguém. Eu tinha absoluta segurança [1917.0s → 1933.0s] de que o assunto ia ficar restrito ao nosso grupo. Informei ao meu comandante de que eu estava com dificuldade na parte técnica de fotografia e pedia essa ajuda dele. Ele autorizou. E o Milton, algumas vezes, [1933.0s → 1945.0s] teve com nós e sempre nos auxiliava. Nós passamos a usar fios especiais. Fios infravermelho, ultravioleta, não sei se o nome certo é esse. Nós passamos a usar fios especiais. [1945.0s → 1962.0s] Pedimos a Brasília e eles mandaram a gente para lá. E o resultado passou a ser? Ah, bem melhor. Já passamos a ver alguma coisa, fio, luz e outras formas que a gente nem imaginava que pudessem nos impressionar [1962.0s → 1971.0s] a emoção com essa foto. Esse objeto disso, qual era o padrão mais comum quanto à foto? Quais padrões apareciam [1971.0s → 1986.0s] e foram constatados por vocês? No início, nós vimos o que todo mundo falava. Eu lembro que o padre Alfredo Delaor, que já morreu também, um padre americano, que era o padre do Lário Colare, ele me falava de uma sonda [1986.0s → 1999.0s] que ele tinha visto várias vezes. Era como se fosse, e mais ou menos do tamanho, de um tabor de óleo de 200 litros. Essa sonda voava com o voo irregular. Ela não tinha um voo seguro. Ela voava como se estivesse balançando. [2001.0s → 2011.0s] E emitia luz. E, às vezes, andava uma ou duas juntas. Saia de onde? Ia para onde? De repente, a gente via a luz [2011.0s → 2022.0s] e ela vinha em cima da luz. Normalmente, em cima da equipe. Vocês chegaram a perceber algum tipo de interação em relação ao que vocês estavam fazendo [2022.0s → 2029.0s] e o próprio fenômeno? Algum tipo de reação do fenômeno em relação ao que vocês estavam fazendo? Eu tenho absoluta certeza de onde nós estávamos. Eles nos procuravam. [2029.0s → 2045.0s] Eles estavam em cima da gente. Depois de algum tempo que nós estivemos lá, vamos dizer, depois de um mês, as coisas eram em cima da equipe. Eles já estavam em cima da gente. Eles sabiam o que a gente estava fazendo. Você podia se deslocar. [2045.0s → 2051.0s] Você estava aqui e ia para outro lugar. É lá que eles iam. Como se eles tivessem conhecimento da nossa movimentação, [2051.0s → 2056.0s] sabiam com segurança onde nós estávamos. E o que estávamos fazendo. E o que estávamos fazendo. Por exemplo, esse caso que eu te falei [2056.0s → 2075.0s] da Baía do Sol. Nessa época, o pessoal já estava terminando aula e ficava muita gente na praia, à noite, o pessoal, a rapaziada, os entusiastas, namorando. Vamos dizer, tem umas 100 mil pessoas ali na orla no fim de semana. [2077.0s → 2084.0s] Eles não apanharam em cima da gente, lá na Baía do Sol. Essa curva que fez em cima foi no lugar tudo escuro, não tinha mais ninguém, [2084.0s → 2089.0s] só estava a nossa equipe lá. A coisa fez a curva em cima da gente. Eles ficaram de boas artes. [2089.0s → 2099.0s] E agora? E esse foi o primeiro grande acontecimento que envolveu no céu. Foi o primeiro acontecimento, não digo grande, mas significativo. E daí, o que vocês fizeram? Voltaram correndo para a base? [2099.0s → 2112.0s] Não, nós passávamos a noite lá. Nós voltávamos de manhã. No dia seguinte? Eu conversei com o meu comandante, olha, a primeira coisa, que toda vez que ele me perguntava, ele dizia não, não, não diz nada, eu digo hoje, mas eu relatei a ele [2112.0s → 2117.0s] que tinha acontecido uma coisa estranha. Teve alguma reação no seu organismo, algum problema, [2117.0s → 2130.0s] resultado de ter essa observação? Nesse momento, exato não. O que a gente notou, é que todos nós perdemos, com o tempo, nós notamos que perdemos a cuidade visual. O óculos de um servia para o outro. [2131.0s → 2141.0s] Eu enxergava muito bem. Nessa época eu tinha 77, eu tinha 37 anos. Logo em seguida, nós começamos a precisar de óculos, [2141.0s → 2151.0s] todos da equipe. Mas isso veio em razão de outras exposições que nós tivemos mais para frente. Coronel, em seguida a um acidente desse, que foi se repetindo várias vezes, pelo que eu sei, [2151.0s → 2158.0s] vocês faziam um relatório completo? Vocês tinham que submeter algum tipo de exame? Enfim, qual era o encaminhamento [2158.0s → 2173.0s] que era dado a esse relatório? Era feito um relatório do acontecimento, um relato do acontecimento, uma hora, local, se possível coordenada geográfica, tudo certo. Mapeamento. [2173.5s → 2185.5s] da região, mas exame pessoal em nós, não. Nós sempre fomos pessoas de confiança no comando. [2185.5s → 2210.5s] No exame de exame físico? Não. Para ver se tinha algum problema? Não. E o comandante quando recebeu a notícia de que alguma coisa finalmente havia acontecido, e havia cometido, como ele reagiu? Ficou mais satisfeito, mais alegre. A reação dele foi de muito agrado. Você já começou esse papo com alguém fora da base, fora da operação prática? [2210.5s → 2224.5s] Seus familiares, amigos do Belém? Minha mulher sabia das coisas que eu estava fazendo. Eu conversava com ela, conheci com meu irmão, mas fora disso não. E pedia sempre reserva. Eles me perguntaram como eu ia falar para a casa. [2224.5s → 2241.5s] Mas não estava na operação ainda. Eu sou conhecido. Minha família é muito conhecida. O meu irmão estava lá no mosqueiro. Ele estava lá vendo o supaxô. Ele me perguntou, e eu disse, meu irmão, não, ele não estava vendo não. Eu vi. [2241.5s → 2247.5s] Eu estava lá e disse, então. Esses papos foram-se repetindo? Novas observações grandes? [2247.5s → 2262.5s] O que mais o senhor se lembra para os montagens? Como a Baía do Sol tinha sido um local muito favorável, nós passamos a frequentar a Baía do Sol com muito mais frequência, [2262.5s → 2270.5s] com muito mais assiduidade. Nós tínhamos amigos no serviço da Sala de Informações, da SNI. [2270.5s → 2280.5s] A SNI não tem nada a ver com isso. Ela nos preocupa. Isso é assunto da Força Aérea. Mas os caras que estavam na SNI, que eram nossos conhecidos, [2280.5s → 2296.5s] tinham curiosidade de ver. Saía muito isso no jornal. Todo mundo, um deles, nem comentava. Eles olhavam o comentário de manhã à noite. De que havia uma operação na fase? Não, de que havia esse avistamento. E eles sabiam que nós estávamos na fase. [2296.5s → 2307.5s] E a população não sabia que havia operação na fase? Sabia. Sabia? Era a Operação Prata? Não sabia do nada. Sabia que era nós que estávamos olhando. Sabia que tinha. Sabia que o cara era sargento, que eu era capitão. Sabia. [2308.5s → 2318.5s] Mas não sabia do resultado e do que a gente estava fazendo. Sabia que a gente estava olhando. E eles pediram para ir em uma operação dessa conosco. [2318.5s → 2333.5s] Como era perto de Belém, se eles podiam ver também. Isso é, por mim, não tem problema nenhum. Mas peça ao seu chefe lá. O chefe do Serviço Nacional de Informações, na época, era aeronáutico também. [2333.5s → 2339.5s] Ele foi meu instrutor de voo. Que era o coronel Filemon. E o Filemon autorizou que eles fossem. [2339.5s → 2371.5s] Mas não era a operação do SMI. Era a mera curiosidade, como qualquer um ou outro cidadão podia ter. Eles queriam ver assim. E queriam ver com a equipe. Que eles conheciam. Que estava fazendo um trabalho sério. E eles estavam nos locais que, já por experiência, eram os mais prováveis. Então, eles não teriam nenhuma possibilidade de perder muito tempo. Eles foram. Marquei. Foi interessante isso, que meus filhos tinham pedido. [2371.5s → 2381.5s] Para comprar uma árvore de Natal pequena. Eles tinham uma árvore montada, grande, em casa. Mas eles pediam para eles uma pequenininha. Coisa de criança. E eu fui buscar. Eu tinha que buscar essa árvore de Natal. [2381.5s → 2389.5s] Num supermercado grande que tem lá, não me esqueço do nome. Pão de açúcar, uma coisa assim. Juntos. [2390.5s → 2396.5s] Mercado juntos. Mas era de pão de açúcar. Não estou fazendo comercado com açúcar. Então, eu disse. [2397.5s → 2402.5s] Para a minha equipe. Que o Milton Mendonça estava nesse dia. Cinegrafista do TV Liberal. [2403.5s → 2411.5s] Estava por mera contribuição. Ele não estava. Não era obrigado a isso. Ele até nem nos ajudava. [2412.5s → 2422.5s] Aí, autorizado. Era do conhecimento. Do comando. E nós chegamos lá às seis horas da tarde. Montamos o equipamento fotográfico. Montamos tudo. [2425.5s → 2441.5s] E ficamos num lugar escuro. Reservado. Ficamos observando. Ver o que que viria. E eu disse. Olha, mas hoje eu vou voltar mais cedo. Tem que estar em Belém às oito horas. Porque eu vou pegar minhas crianças e vou para o supermercado. [2441.5s → 2470.5s] Fazer a compra da árvorezinha de Natal. Mas seis e meia. Mais ou menos. Passou muito alto. Passaram três pontos luminosos alinhados. Muito alto. E a grande velocidade. A velocidade. Eu sou da Força Aérea. Conheço avião. É maior do que a velocidade de um avião de linha. Estávamos voando muito alto. No sentido oeste e leste. Ou seja, da Cordilheira dos Andes para o Atlântico. [2473.5s → 2480.5s] Muito alto. Passaram três. Uma velocidade muito grande. Bom, sete horas da noite. Mais ou menos. [2483.5s → 2491.5s] Da região do norte para o sul. Ou seja, da Califórnia. Temos as bermudas. Para Brasília. [2491.5s → 2508.5s] Nesse sentido. Mais ou menos. Passaram dois objetos. Duas luzes. Piscando. Alinhadas também. Uma atrás da outra. Passaram no sentido norte e sul. Esperamos mais um pouco. Começamos a desmontar. E o pessoal do SMI não chegava. [2509.5s → 2516.5s] Esses amigos não chegaram. Tendo tudo esperado. Então, nós começamos a desmontar o equipamento. [2517.5s → 2525.5s] Guardar. Nas caixas. E colocar no carro. Quando eles chegaram. Eles chegaram e perguntaram. [2526.5s → 2533.5s] Eu até brinquei com eles. Falei. Fiz seis horas e vocês chegaram. Sete e pouco. Eles disseram. [2533.5s → 2538.5s] Tivemos um problema na saída. Coisa de trânsito. Então, fizemos uma pergunta idiota. [2539.5s → 2544.5s] Um deles fez a pergunta idiota. Ele disse. Passou agora. Se vocês estivessem comigo. [2544.5s → 2551.5s] Três e meia passaram. Três luzes muito altas. Mas vocês teriam visto. E às sete horas. De novo. [2553.5s → 2563.5s] Mas. Agora estão de mora. Aí perguntou. E que horas passa a outra? Eu disse. Não é. Chora. É. [2563.5s → 2573.5s] Tempo foi. Eu fiz a pergunta idiota. E que horas passaram a outra? Eu disse. Eu vou saber. Fica aqui como eu fico a noite inteira. Olhando pra cima. Tá. Aí. [2573.5s → 2578.5s] Mas quando nós estamos conversando isso. Um deles disse. Olha aqui. Em cima. Olha pra cima. [2578.5s → 2592.5s] Nós olhamos. Aí o herói brasileiro tremeu nas calças. Porque eu olhei. E um troço enorme. Em cima da gente. Um disco. Preto. Escuro. Parado em cima da gente. Não estava mais de cento e cinquenta metros de altura. [2595.5s → 2608.5s] Estava parado em cima de onde nós estávamos. Sem luzes. Não. Tinha uma luz. Temido. Tinha uma luz no meio. Amarela. Pra ambas. Tá. E fazia um barulho assim de. [2611.5s → 2618.5s] Ar-condicionado. E alguma vez. Assim. Aparecia esse. Barulho de bicicleta. Aquela. [2619.5s → 2629.5s] Fazia um barulho assim. Como se fosse uma catraca de bicicleta. Como se você pedala ao contrário. Aquele troço parado. Com aquela luz. No meio. Mas uma coisa muito grande. [2630.5s → 2636.5s] Eu acredito que uns trinta metros. De diâmetro. Aquele troço parado em cima da gente. [2636.5s → 2652.5s] Nós ficamos olhando. E ele começou. Logo em seguida. Começou a emitir uma luz. Amarela. Muito forte. Clareava o chão. Muito forte. E fez essa. Repetiu isso. A intervalo. Curto. Mas cinco vezes. [2652.5s → 2662.5s] Qual foi a reação do pessoal mesmo. Sem mim. Não. De todo mundo. Foi só desse menino. Olha. Foi tão. Eu nunca tinha visto isso. Já estava quase duas vezes nessa história. [2663.5s → 2671.5s] E nunca tinha aparecido dessa. Dessa forma. Pra mim. Tá. Que. Não deu ideia. De abrir o carro. [2671.5s → 2677.5s] Montar. Máquinas. E não dava também. Não dava tempo. A máquina estava desmontada. O carro. [2677.5s → 2685.5s] Nós ficamos olhando. Assustados. E essa coisa. Iluminava. Aquele. Luz amarela. Forte. Apagava. [2685.5s → 2691.5s] Iluminava de novo. Fez isso cinco vezes. Platejando. Isso. Ao intervalo de uns. Assim. [2691.5s → 2696.5s] Dois segundos. Quando apagava. Dois segundos depois. Três segundos. Começava de novo. [2696.5s → 2702.5s] Era uma luz progressiva. Era uma luz progressiva. Ele não fazia. Um. Clareava. Foi um flash. [2702.5s → 2707.5s] Ela ia crescendo. Depois. Voltava do mesmo jeito. Era puxando. Se sentiu que alguma coisa. [2707.5s → 2711.5s] Que tinha a ver com vocês. Isso. Em cima da gente. Ele estava parado em cima da gente. [2711.5s → 2715.5s] Num lugar tão escuro. Ninguém sabia que ele estava lá. Só nós e ele. Agora eu sei que só nós e ele. [2715.5s → 2720.5s] Houve alguma outra ocasião. Em que outras equipes. De outras órgãs do governo. Não. O que eu sei. [2720.5s → 2734.5s] É que. Houve um vazamento. Dessa operação. Dessa incidência. De. Vigilamento. De. Vigilamento. De. Vigilamento. De. Vigilamento. De. Vigilamento. [2824.5s → 2834.9s] Que foram colocados ali. Mas não se chaparam nisso. Mas não foi publicado. Foi publicado. Foi publicado. Foi publicado. Em uma página inteira do jornal. Ou duas. [2834.9s → 2842.7s] Mas com uma nitidez incrível. E. Depois do surto que tomaram alguns. Parece até que. Tiveram. [2842.7s → 2850.0s] Acesso de voo. Alguns se descontrolaram emocionalmente. Pegaram o carro. Subiu. Foram embora. Ah. [2850.0s → 2854.0s] No dia seguinte. Ou dois dias depois. O surto está publicado no jornal. Uma reportagem básica. [2854.0s → 2857.0s] Quem pode dar informação dessa reportagem é o Pinon. É quase encontrado no aeroclube. Era piloto. [2857.0s → 2861.0s] Comandante Pinon. Obrigado. É uma pessoa que está bem ligada a nós. Que é o Daniel Revir. [2861.0s → 2869.0s] Um empresário. Não. Um empresário. É. Paulista. Que é o Luiz. Luiz Luan. Martins. [2869.0s → 2887.0s] Eu acho que ele não é. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Eu acho que ele não é contemplando esse evento em tempo pra cá. Enfim. Em algum momento da Operação Prata, vocês. Bom. [2887.0s → 2889.0s] Você toma toda hora mandando relatórios do que acontecia lá com a chefia. Mas em algum momento vocês perguntaram se haveria possibilidade de informar a população [2889.0s → 2892.0s] sobre isso. Não. Não foi feita essa pergunta porque a gente sabia que não era possível. [2892.0s → 2893.0s] Não seria cabível essa pergunta ao comando porque isso era assunto de madrugada. [2893.0s → 2907.0s] Porque a gente sabia que não era possível. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. [3117.5s → 3137.5s] Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. [3137.5s → 3159.5s] Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Nem nunca. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Eu nunca via a proteção militar ali. Eu nunca vi uma missão militar. Eu nunca vi uma missão militar sempre que algo não estava certo. Se não estava certo, não podia acontecer qualquer coisa. Mas a gente estava em uma operação militar. Ela era obrigação militar. [3159.5s → 3163.5s] Se ocorresse, ocorreu em serviço. Vocês estavam transportando arma? Não. Em nenhum momento? [3163.5s → 3168.5s] Em nenhum momento. Mas nunca pensaram em levar alguma arma? Não. Por que da sua? Em nenhum momento. [3168.5s → 3181.5s] Nunca andamos armados, não interessava, não esperavamos que houver necessidade. Nunca foi nem pensado na montagem da operação, na parte logística da operação, alimentação, [3181.5s → 3192.5s] transporte, armamento. Armamento estava fora. Nunca foi pensado em arma. Não sei. Houve alguma expectativa, em algum momento, dentro da operação, de que este aeródromo [3192.5s → 3211.5s] deve ser perigoso, em termos objetivos? Uma vez sim. Uma vez. Foi muito forte o aparecimento, e você tem que detalhar como foi, mas realmente essa [3211.5s → 3224.5s] coisa aconteceu e eu tive muito medo de que houvesse uma abdução. Como é que foi isso? Só para te fazer um parênteses, não te interrompendo, e já sendo interrompido. [3224.5s → 3241.5s] Eu depois fui conversando com o Rafael Serpere Durá. O Rafael me deu um tremendo no esporo. Me chamou de maluco, de irresponsável, e disse, você está proibido, você tem comandante, [3241.5s → 3255.5s] mas eu que sou seu amigo estou lhe proibindo de fazer uma coisa dessas. Nós estamos numa embarcação, ancorada na margem do rio, e a coisa parou na frente da gente a 70 metros. Como é que era essa coisa? [3255.5s → 3262.5s] Bom, para te responder essa pergunta, eu tenho que dizer por que nós estávamos lá. Vamos ouvir então a história completa. [3270.5s → 3279.5s] Tenho um amigo, que era oficial, é oficial da FAB, na época capitão Vito, Vito polonês, [3279.5s → 3285.5s] Vito Jadliasniak, é o nome difícil, aliás. Mas fica só com o Vito que fica mais fácil. [3285.5s → 3304.5s] E o Vito gostava muito de pescar. Ele estava pescando esse rio, gostou de pescar. Pois é, ele pescando, ele conseguiu, ele soube de um caso, ele sabia que eu estava, toda a força aérea sabia que a gente estava nessa investigação. [3304.5s → 3313.5s] Ele soube de um caso de um rapaz que trabalhava com, ele apanhava barro para essa olaria. [3313.5s → 3327.5s] Ele tirava barro lá do rio para essa olaria. E ele soube de um caso que ocorreu com esse rapaz e sabia que eu estava investigando e foi me procurar, me contando sobre Luís. [3328.5s → 3342.5s] Essa olaria era de Paulo Córcea, dono do Foto Córcea, lá em Belém. C-O-R-C-E-A-U-F-E-R. E ele me falou sobre esse Luís e eu mandei buscar o Luís. [3342.5s → 3346.5s] Mandei um agente lá com o carro para apanhar o Luís e eu queria conversar com ele. [3346.5s → 3368.5s] E ele me contou um fato incrível. Ele, quando estava colhendo barro, ele viu vestígios de que havia caça comendo restos de flores de uma árvore que estava em floração, na beira do rio. [3368.5s → 3387.5s] Ele acompanhou e viu onde era essa caça comendo, era a paca. Conhece a paca? Conhece. Tinha uma paca comendo nesse lugar. Fiz, pô, vou voltar para pegar essa paca, vou matar essa caça aí. Levou o barro para a olaria, esvaziou o batelão. [3387.5s → 3399.5s] Era uma embarcação de uns sete a nove metros, motor de sete. Ele foi e deixou o barro lá, esvaziou a embarcação, passou na casa dele, [3399.5s → 3408.5s] apanhou uma espingarda e voltou para lá de dia. Preparou um giral onde ele pudesse ficar, uma árvore baixa, [3408.5s → 3430.5s] armou uma rede e ficou com a lanterna e espingarda lá para esperar que a caça chegasse e ele atirasse. Escureceu e ele estava lá em cima no giral, sentado na rede dele lá, esperando ouvir algum barulho para começar a se preparar para atirar na casa. [3430.5s → 3437.5s] E passou por cima dele uma luz muito forte. A luz passou e logo depois voltou e parou em cima dele. [3437.5s → 3450.5s] Parou em cima do centro dessa nave que ele escreveu e não era de forma discórdia, não. Era uma forma como se fosse a cabine de um Boeing, de forma elipsóide. [3450.5s → 3459.5s] No bojo dentro, no ventre dessa nave, abriu uma porta e desceu um ser com forma humana. [3459.5s → 3488.5s] Desceu, eu perguntei a ele se desceu por escada, escada de corda ou de metal, alguma coisa assim. Ele disse que não, ele desceu de um foco de luz. Ele desceu, com os braços abertos assim, fora de dela, ele desceu. Quando ele se aproximou, quando ele viu que o ser ia descendo, ele pulou fora. Ele pulou dali onde ele estava e se escondeu. Pronto. [3489.5s → 3502.5s] E ficou observando, botou um galho, um ramo de árvore no rosto e ficou vendo o que estava acontecendo. Esse ser chegou, tinha uma luz vermelha na mão. [3504.5s → 3509.5s] Não era uma lanterna que ele segurava, era uma coisa que talvez estivesse por aqui, na palma. [3510.5s → 3515.5s] Uma luz vermelha na mão? Então ele desceu, examinou a rede dele, examinou o lugar onde ele estava. [3516.5s → 3520.5s] Ele estava com um ramo de folha na frente, olhando, escondido lá e morrendo mesmo. [3522.5s → 3529.5s] Esse ser depois não procurou, não ficou vasculhando, procurando onde ele estava. [3529.5s → 3534.5s] Ele foi direto onde ele estava, ele focou direto onde ele estava. Era uma luz vermelha. [3535.5s → 3541.5s] Quando ele viu que tinha sido localizado, ele correu. Correu por dentro da vegetação. [3542.5s → 3550.5s] O rio ali sofre muita influência. Sofre muita, não. Sofre total influência da maré. Ele passa e sobe de acordo com a maré. Vira uma lama preta. [3550.5s → 3570.5s] Ele saiu por ali para aquela margem, tropeçando em tronco, em raiz e com dificuldade de caminhar. Esse ser voltou para a nave. E a nave passou a entrar na caia do rio. E perseguiu ele a baixa velocidade. O barco estava dentro do rio. [3572.5s → 3589.5s] A altura das árvores. O governo não é baixo da copa das árvores. Nós estamos no cavalo do rio. E acompanhando, mas bem devagar. Ele estava com dificuldade de andar. Como ele pretendia caçar e voltar, ele não entrou com o barco. Porque senão o barco ficaria encalhado. Com a baixa da maré. [3590.5s → 3596.5s] O barco ficou num lugar que tinha flutuabilidade. E nesse barco, um garoto de nove anos de idade, na época, [3597.5s → 3609.5s] tinha um amigo dele que ficou tomando conta do barco. Eles ficaram pescando ciri. Tem muito ciri nesse rio. Eles ficaram pescando ciri. E o cara estava ouvindo com um radinho o jogo do Campeonato Brasileiro. [3610.5s → 3616.5s] O jogo de futebol de quarta a dois. Eles estavam ouvindo. E ele veio andando. Veio o corredor. [3616.5s → 3621.5s] E ele veio andando. Veio correndo. E gritando. E gritava para chamar a atenção dos amigos. [3621.5s → 3631.5s] Porque ele queria entrar no barco e ir embora. E essa coisa atrás dele. Acompanhando. Ele quando chegou perto. Começou a gritar desesperado. [3631.5s → 3641.5s] Até que um garoto chamou a atenção do companheiro dele. E o cara largou o futebol e olhou ele. Ele apontou. Olha ali. O cara viu. Todos eles viram. [3641.5s → 3645.5s] Todos eles viram e pularam para dentro da água. Ele veio ajudar o menino e pularam dentro da água. [3645.5s → 3652.5s] Abandonaram o barco. E o Luiz como não tinha mais companheiro no barco. Ele se escondeu. [3653.5s → 3659.5s] Aí ficaram os dois dentro da água. E o Luiz se escondido no mato. E marcaram o rio. [3660.5s → 3671.5s] Essa nave parou em cima do baterão. O C desceu. Com a mesma luz vermelha. Examinou todo o barco. [3673.5s → 3682.5s] Procurou em todos os lugares. Olhou, examinou o barco. E eles estão vendo isso. Aí ele subiu. Foi para baixo. Fechou e a nave parou. Foi embora. [3684.5s → 3692.5s] Eu conversei com o Luiz e disse que eu vou lá amanhã. Amanhã eu quero estar nesse lugar. Nesse mesmo lugar onde o C desceu, eu vou. E eu aponto para lá. [3699.5s → 3704.5s] Conversamos com o Paulo Costa. Que é o dono da algaria. Ele autorizou que nós fomos para lá. [3705.5s → 3711.5s] Quando nós chegamos, eram umas 7 horas da noite mais ou menos. Estava chovendo. Uma chuva. [3711.5s → 3718.5s] Não era temporal. Era uma chuva. Agora. Os agentes foram para dentro de uma casa. [3719.5s → 3725.5s] Que era a casa do zelador lá do caseiro. Dessa algaria. Do dirigir. Foram lá tomar café. [3726.5s → 3730.5s] Não é, umas bolachinhas, umas coisas lá qualquer. E eu não ia me preocupar com café. [3731.5s → 3737.5s] Eu era o chefe da equipe. Eu não podia estar ali. Me preocupando com café. Eu estava lá olhando. [3737.5s → 3747.5s] Estava olhando para ver se havia alguma coisa. Se havia alguma coisa que eu gostei. Realmente. Quando eu estava do lado de fora, eu não via uma forma. Era uma coisa escura. Não deu para desertar a forma. [3747.5s → 3756.5s] Se era discoite, se era aurítel. Não dava. Estava chovendo. Mas eu via luz. Uma luz verde. Forte. Uma luz vermelha. Esse troço fazia um barulho. [3758.5s → 3764.5s] Um barulho de ar-condicionado, mas bem mais forte. Parecia uma turbina. Aquele barulho de turbina. [3765.5s → 3776.5s] Não era barulho de jato. Era um barulho de uma coisa girando. Uma coisa… Isso dá para entender? É diferente. Não é barulho de jato. Era uma coisa como um liquidificador. [3778.5s → 3783.5s] Era mais forte do que ar-condicionado. Esse troço passou em cima. Em cima de onde eu estava. [3784.5s → 3790.5s] Na porta da casa. E estava chovendo. Eu estava olhando. Ele passou. Livrou a árvore. [3790.5s → 3802.5s] Mas estava muito baixo. Parar o avião não faria isso nunca. O piloto que se levanta é morto. É perigoso demais. Escondia, claro. Imagina com fogo aí de noite. [3804.5s → 3808.5s] Tinha que fazer isso com segurança. O tempo passou. E foi embora. Ficou a verdade. [3808.5s → 3817.5s] Não era barulho de jato. Não era barulho de jato. Ficou a ver. Capitão, quer tomar um cafezinho? Acabei de ver um treco aqui agora. Apareceu muito estranho. [3819.5s → 3842.5s] Então, vamos tomar um cafezinho agora. Estamos no barco. Aí fomos para esse lugar. Onde o Luís tinha estado. Paramos. O barco descia. Fui andando até a árvore onde ele tinha feito o geral. Aí ficamos ali embaixo. Então, nós fomos para esse lugar. Como a maré estava enchendo, a gente estava com a água cada vez mais crítica. [3843.5s → 3856.5s] E a gente chegou a uma situação em que nada tinha acontecido. A gente já estava com a máquina fotográfica, com tudo, com a mão suspensa. Daqui a pouco eu tinha que subir em uma árvore dessas [3856.5s → 3865.5s] para não mergulhar com tudo. A maré estava enchendo e nós estávamos… Assim rápido? É. Mais 10 horas, mais ou menos, [3866.5s → 3873.5s] quando nós decidimos ir embora. Vamos embora. Aí pegamos uma canoazinha que estava conosco. Fomos até o barco. [3875.5s → 3880.5s] Está parado na outra maré. Salvamos o equipamento. E a gente morreu afogado. Tá fumando. [3881.5s → 3887.5s] Deixamos o equipamento no barco. Fomos. Ficamos lá. Eu disse, agora eu vou ficar mais um pedacinho. [3887.5s → 3902.5s] Falei, ô capitão, você não vai voltar? Não, eu vou ficar mais um pedaço aí. Mais 11 horas, nós ficamos conversando, extraindo, fumando cigarros e tal. E lá no fim o rio afunilava. O rio, nós estávamos numa posição, [3902.5s → 3911.5s] numa margem esquerda do rio, direita do rio. E a gente viu o rio fechando lá na frente, afunilando lá na frente. Há mais ou menos uns 2 mil metros. [3914.5s → 3923.5s] Passou, vinha da esquerda, do norte para sul, cruzando o rio, uma luz muito forte. Amarela. Amba. [3923.5s → 3931.5s] Como um sol. Mas muito baixo. Em cima das árvores. E cruzou o rio na mesma posição, mais ou menos, [3931.5s → 3939.5s] onde fica a casa do vigia. Onde eu tinha visto a primeira coisa. Casa da região do vigia. Do vigia. [3939.5s → 3960.5s] Do vigia da oraria. Dessa oraria do Coita. Aí, passou muito baixo. Iluminava o rio. Aí foi filmado. E, lá no filme, aparece tremeluzinho. Uma coisa assim. Uma luz que eu nunca vi. Ficou somando. Uma chama estressante. É. [3960.5s → 3972.5s] E aparece o rastro dela, a luz dela no rio. Foi filmado isso. E foi bem filmado. Quando você deixou um documento desse gênero, uma filmagem espetacular como essa, [3972.5s → 3983.5s] isso não ia para Brasília? Ainda não. Ficou depois que as Brasílias foram expoídas. Eu não acredito que a Brasília se importasse muito nessa história, não. Tá? [3983.5s → 3988.5s] O Brasília achava que era o quê? Um gênero. Meia dúzia de meninos, virutas, no meio do mar. [3989.5s → 3993.5s] Eles não queriam se expor, né? Talvez, o negócio aí, se vai a crédito, uma coisa dessas e tal. [3993.5s → 4001.5s] Mas tinha colegas. Deles, lá. O que os caras estão fazendo? Caraca, é verdade isso? Bom. [4001.5s → 4016.5s] Então, o que eles estão fazendo? Eles estão fazendo uma coisa. É verdade isso? Bom. Isso foi 11 horas. A gente registrava a hora, altura, direção, essas coisas todas que tinha que se trecher o relatório. [4018.5s → 4025.5s] Isso agora, mesmo que eu não saia daqui. Agora nós vamos ficar. Mas não tínhamos levado comida, não tínhamos levado café, [4025.5s → 4033.5s] não tínhamos levado nada. Água, nada. Aí o Luiz se propôs a ir à casa dele, no caselo do Rio, para fazer um café, [4033.5s → 4038.5s] trazer alguma coisa. Pão, bolacha, sei lá o que fosse. Para que a gente pudesse ficar mais à noite, [4038.5s → 4054.5s] beber água e tomar um cafezinho. Aí ele saiu com o barquinho. E tinha no meio do rio uma ilhota. Ela não tem mais do que 15, 20 metros de largura, não. Mas é muito comprida. Parecia um submarino no meio do rio. Tem vegetação. [4054.5s → 4062.5s] Ele veio, saiu com o barco e desapareceu nessa ilha. Mas não viu mais o Luiz. Não viu mais o Luiz. Ele foi remando lá, uma carruazinha, uma piroca, [4062.5s → 4068.5s] aquele menino. Ele saiu com um garotinho, um menino de 9 anos, que foi para ele, [4068.5s → 4083.5s] foram remandos, foram. Desapareceu do rio. Ela não viu mais. Logo que ele desapareceu, não demorou muito, eu estava em pé, em cima da torre do barco, os agentes conversando. Mas eu era o chefe, não podia estar me dando a gusto [4083.5s → 4097.5s] de estar tendo essas facilidades. Eles estavam lá à vontade. Eu estava tentando arriscar. Veio do meu lado esquerdo, eu estava de frente para o fim do rio, para o começo do rio, [4097.5s → 4103.5s] onde nós vimos a auraria. Do meu lado esquerdo, vinha uma luz muito forte, a mesma luz amarela, [4103.5s → 4113.5s] muito forte. Eu, só que ela foi se aproximando, fiquei quieto. Depois que eu vi que era muito forte, que estava vindo, continuando vindo na direção, [4113.5s → 4127.5s] eu me chamei a atenção dos agentes. Olha lá. Aqui à direita. Os caras olharam, prepararam máquina fotográfica, filmadora, tudo. A coisa dele estava abaixo. Estava uns 200, 250 metros. [4127.5s → 4140.5s] Não estava muito alto, não. Passou em cima da gente. E quando chegou perto, quando chegou perto, na margem do rio, apagou aquela luz amarela, aquela luz forte, [4140.5s → 4145.5s] aquele sol amarelo. A gente não via a força, só via a luz. Apagou tudo. De repente. [4147.5s → 4154.5s] Aí nós vimos uma forma estranha. Uma forma de uma bola de futebol americana. Aquela bola de ponto. [4155.5s → 4181.5s] Aquela bola de futebol americana. Muito grande. E como se fosse… Esse é basuro, translúcido. Só que tinha janelinhas no meio. Toda… Toda a extensão dela tinha janelinhas. Eu não vi ninguém andando atrás daquela janela. Mas que tinha janela, tinha. E era uma coisa muito grande. Mais ou menos uns 100 metros. [4183.5s → 4209.5s] Bem grande. Uma bola de futebol americana grande passando em cima da gente. A baixa altura. E fazia um ruído estranho. Fazia um ruído de… Esse ar posicionado. Quando ele passou devagar em cima da gente. De propósito, devagar. Bem devagar. A máquina filmadora estava acionada. E o mecanismo dela faz um ruído. [4211.5s → 4228.5s] Eu pedi que o agente que estava mexendo. Que estava filmando. Que ele parasse de filmar. Porque eu não queria… Eu queria tirar dúvidas. Eu não queria confusão. Eu deixo o ruído da máquina. Com o ruído que eu estava ouvindo. Aí eu bati no japonês. [4230.5s → 4253.5s] Eu falei que o cara era japonês. Bati no japonês e ele parou. Muito claro. O ruído do japonês. Ele parou de… Você está ouvindo? Era esse barulho da catraca. Tem um barulhinho meio esquisito lá no meio. No meio desse barulho. Esse oscilante. [4256.5s → 4269.5s] Ele continuou filmando, fotografando. Essa coisa passou. Foi embora. Entrou no rumo do continente. Foi embora. Não desapareceu. Foi embora. [4272.5s → 4287.5s] Agora piorou. Agora mesmo só sai daqui. Quando vir mais coisas. Porque agora está pintando que… Pode acontecer mais alguma coisa na frente. Era mais ou menos… Isso foi… Onze horas. Onze e meia. [4289.5s → 4293.5s] No relatório está a hora certa. Eu estava faz tantos anos. Mas era entre onze horas e meia a noite. [4295.5s → 4299.5s] Nós começamos a conversar, a comentar. Pô, mas que troço esquisito. Você viu a janelinha? [4299.5s → 4306.5s] Eu vejo a história de detalhamento. Pô, mas que tal? Parece uma bola de futebol americana. Parece. Pô, não sei o quê. Tudo bom. Uma hora da manhã. [4308.5s → 4315.5s] Entre uma e meia. No relatório está preciso isso. Ela veio acompanhando. A mesma luz. [4315.5s → 4322.5s] Só que não era mais âmbar. Era uma luz azul. Muito forte. Ela veio acompanhando a lateral. [4323.5s → 4339.5s] A margem do rio. A oposta. Ela veio acompanhando. Vem acompanhando. E a gente vendo. Olha ali. Olha lá. Ele veio, veio, veio, veio. Quando chegou na direção da ilha. Ela entrou na direção de Belém. Mas estava muito baixo. [4341.5s → 4346.5s] Na altura das árvores. Passando a copa das árvores. Mas uma luz muito grande. Um troço enorme. [4346.9s → 4352.9s] Essa foi a situação mais complicada, o caso mais extraordinário que o senhor viu dentro do projeto do Doutor de Santar? [4352.9s → 4366.9s] Foi. Ela se aproximou, ela entrou para o Belém, depois ela voltou na nossa direção. A gente estava vendo que tinha uma luz lá embaixo. Até a verdade, a gente via que aquela luz tinha penetrado pela mata dentro. [4366.9s → 4377.9s] Mas ela voltava na nossa direção. Ela veio e ficou postada na nossa frente. Na outra margem do rio. Parou na nossa frente. [4377.9s → 4392.9s] E depois eu fui, por curiosidade, por questão de gratidão do relatório, eu fui medir essa distância. 60 metros. Ela parou e ficou parada na nossa frente. Foi aquele monstro, um sol azul. [4394.9s → 4399.9s] Era um brilho muito forte, mas que você podia encarar. Você podia ficar ficando. [4399.9s → 4406.9s] Ela não te machucava a vez. Não via nada, só via aquela luz. Aquela luz muito forte. [4406.9s → 4434.9s] Muito forte, um azul estranho, mas muito alto, muito grande. Era um sol enorme na nossa frente. Imenso, um troço… Aqueles anos incríveis. Ela ficou parada olhando e agora? Aí eu fiquei com medo. Agora está muito perto e… Estava do outro lado do rio. É menos daqueles tantos de gol a gol no campo de futebol. É imenso. Parada aquela coisa na nossa frente. Nós ficamos olhando. [4434.9s → 4442.9s] Ele demorou, assim, uns três minutos, talvez, com essa luz azul. E a gente olhando. [4442.9s → 4450.9s] E ninguém falava. E filmando, fotografando e tal. E a gente olhava e disse, porra, até agora. De repente essa luz azul apagou. [4453.9s → 4463.9s] Rápido. E apareceu o que estava atrás dessa luz, o que estava emitindo essa luz. Era essa bola de futebol beriquena que estava em pé na nossa frente. [4465.9s → 4480.9s] Uma bola de futebol de cem metros de altura. A parada na nossa frente. Não vi janela nenhuma. Era diferente. Devia ser o mesmo, mas devia estar com… Ou o interior apagado. [4480.9s → 4484.9s] Alguma coisa, sei lá. Alguma coisa assim. Mas não dá para ver. Eu não te digo que vi janela. [4485.9s → 4493.9s] Eu vi aquela bola de futebol, aquela coisa na nossa frente. Ficou mais algum tempo. [4494.9s → 4501.9s] E de repente ela começou. Eu chegou com medo. Desde agora. Todo mundo ficou com medo. Desde agora. E se esse cara vem e carrega a gente? Como é que fica? [4502.9s → 4508.9s] Ninguém sabia o que iria daí, para frente, o que iria acontecer. Coronel, se eu estou a falar aqui, esse tipo de ocorrência que você está me descrevendo, [4508.9s → 4514.9s] que acontece na Amazônia, não é uma coisa comum em muitos lugares do mundo. Não. Não é. [4514.9s → 4521.9s] Isso é uma coisa extraordinária. Dentro da ufologia, são depoimentos, primeiro, absolutamente qualificados, [4521.9s → 4525.9s] que foram feitos por várias testemunhas. O objeto é visto por várias testemunhas. [4525.9s → 4530.9s] Todas elas qualificadas. Dentro de uma função militar que era justamente ligada a isso. [4531.9s → 4544.9s] Agora, o que que, na sua opinião, é o objetivo dessas naves? Na sua opinião, essas naves insistiam tanto em aparecer no Nordeste, perdão, na Amazônia? Enfim, passava pela sua cabeça. O que era isso? [4544.9s → 4553.9s] Vou te responder uma conclusão minha, pessoal. Essa conclusão eu expus a alguns amigos sérios, [4554.9s → 4572.9s] que ufologia eu trato com muita seriedade. Passei a me interessar muito mais depois que a aeronáutica parou, eu continuei interessado no assunto. E para mim é uma função muito séria. Eu descarto muita coisa de avistamento porque não vi, não tenho certeza. [4572.9s → 4583.9s] Então passei a estudar com muito mais seriedade isso. E fui procurar entender. Eu já tinha visto. Agora eu queria entender. Eu queria tirar conclusões da experiência. [4584.9s → 4594.9s] Conclusões que eu não podia colocar no relatório. Porque eram conclusões minhas de estudar, de procurar entender, [4594.9s → 4606.9s] que não cabiam no relatório. Eu fui oficial politicista, eu fui oficial de operações de selva. Por isso que eu tive a minha conclusão. Eu fui oficial de operações de selva. [4606.9s → 4619.9s] E tive muito contato com tribos de índios. E a gente tinha muito cuidado, tinha muita preocupação de não transmitir para os índios alguma doença que tivesse contida em nós, [4619.9s → 4634.9s] controlada por anticorpos nossos, que eles não tinham. E você pudesse passar por aí uma gripe, um sarampo, uma disteril, alguma coisa dessa natureza, uma tuberculose, porque nós temos isso. É uma tragédia isso. Nós temos isso dentro do nosso corpo, mas controlado. Nós temos… [4634.9s → 4646.9s] Essas coisas existem no nosso organismo. Mas o nosso corpo, a gente tem defesa. E eles não tinham. E eu tinha muita preocupação de que, involuntariamente, mas mesmo cumprindo uma missão, [4646.9s → 4653.9s] eu tivesse transmitido isso para os índios. Felizmente nunca houve isso. Um caso desse eu não me lembro de ter, [4653.9s → 4661.9s] involuntariamente, danificado algum índio dessa forma. Essa era uma preocupação minha. [4661.9s → 4668.9s] Essa era uma preocupação minha. E eu fui concluir uma outra coisa com respeito ao porquê. [4668.9s → 4674.9s] O porquê que eles estavam fazendo isso. Se eu fosse ele, eu me coloquei no lugar dele. [4674.9s → 4682.9s] E eu precisasse de um aparecimento aberto, franco. Direto. O que eu teria que fazer? [4682.9s → 4693.9s] Eu teria que me proteger. Eu, ele. Eu, como ele. Teria que me proteger. E proteger como? Sabendo que você, Jevaé, você Peti, você porta dentro do seu organismo [4693.9s → 4707.9s] que possam danificar o meu. Entende? E eu só podia fazer essa defesa minha se eu tivesse uma amostra do seu sangue, uma amostra do seu tecido, se eu tivesse uma amostra do seu sangue, [4707.9s → 4719.9s] uma amostra do seu tecido. E não foi difícil eu imaginar que eles estivessem fazendo, nessas coisas que viraram até como chacota, viraram chupa-chupa, [4719.9s → 4728.9s] que eles estivessem fazendo coleta de material. Que eles estivessem coletando sangue para ver o que estava contido daquele sangue [4728.9s → 4735.9s] que pudesse danificá-lo num contato necessário e futuro. Certo? Então, e não só o sangue, [4735.9s → 4747.9s] como também material, células. Eu não sei o que que essa luz, essa luz com alta energia, o que que ela podia fazer, [4747.9s → 4758.9s] se ela podia transportar esse material também. Partículas do corpo, pedaços do corpo, que pudesse ser mais tarde analisado por ele. [4758.9s → 4764.9s] Ou talvez até hoje está em moda esse negócio de clonagem. Uma partícula que estivesse, [4764.9s → 4778.9s] nem que ele pudesse fazer uma repetição. Isso já é recente. Lá na época eu não pensei nada disso. Mas pensei que eles estivessem coletando material para se defender num contato que tivesse necessidade de fazer um contato próximo [4778.9s → 4783.9s] e que pudesse ser danificado por alguma violência. A população da região Ribeirinha, por exemplo, [4783.9s → 4795.9s] imaginava como uma agressão. Claro, eles se imaginavam como se estivessem sendo atacados por algum ser maldoso, tipo um vampiro, um morcego, uma coisa dessas. Eles pensavam em danificar. [4795.9s → 4802.9s] Não, pensavam que eles eram um planeta. E já estão vendo. Eles viram forma, viram luz, viram… [4802.9s → 4816.9s] Eles viram forma, em vez de mim. Eles viram as naves em vez de mim. Eu passei muito tempo para ver. A população Ribeirinha, certa região, chegou a se armar para se defender desse tipo de fenômeno? Eles usavam foguete. [4816.9s → 4824.9s] Andavam com armados. Eles andavam com armados. Essas pingadas de cartucho. Pingadas de cartucho. [4824.9s → 4829.9s] Eles usavam, sim. Atiravam até. Eles documentavam isso através da Operação Praga? [4829.9s → 4839.9s] Foi relatado isso. Eles andavam armados. Alguns até atiravam. E outros diziam, não faça isso. O próprio padre, o próprio pai, [4840.9s → 4848.9s] o próprio padre dizia, não há finalidade nisso. Você nunca vai fazer nada. Esse que tentou, apontou uma arma, [4848.9s → 4855.9s] ficou uma semana, 15 dias, dormente, imobilizado na rede. Coronel, essa experiência que o senhor acabou de descrever, [4855.9s → 4860.9s] teve alguma influência, alguma alteração na sua vida? Na sua forma de pensar o mundo? [4860.9s → 4867.9s] Isso já foi no finalzinho da Operação Praga? Da aeronáutica, foi. Até onde a aeronáutica [4867.9s → 4873.9s] mandou interromper. Logo depois, não demorou muito. Logo depois ela foi interromper. [4873.9s → 4881.9s] Esse relato foi passado ao meu comandante. Foi dito como foi a coisa. Depois o filme foi revelado e foi visto [4881.9s → 4901.9s] no auditório do TG. Vários oficiais viram. Nós tiramos… Qual foi a opinião deles? Não tinha dúvida. Houve uma coisa interessante, que nós tiramos step by step do filme passado devagarinho. [4903.9s → 4933.9s] Essa forma em pé, isso nós não tínhamos visto, não deu pra ver. Nós não tivemos noção disso. Nós só vimos depois da impressão, da emoção fotográfica. Essa coisa tinha, no alto, no topo, uma porta. Uma porta de avião, um Boeing. Uma porta aberta. Não vi ser nenhum dentro. Na fotografia não aparece ser nenhum dentro. Mas aparece um facho de luz na nossa direção, pro barco onde nós estávamos. Dessa porta, [4933.9s → 4947.9s] alguém focando alguma coisa na nossa direção. Mas isso a gente não viu. Eu não sei se na ocasião em que estava com essa luminosidade azul, luz forte, que a gente não via que tinha uma forma dentro, [4947.9s → 4957.9s] só viu aquela bola azul enorme. Agora, como uma declaração desse nível, uma coisa extraordinária como essa, já com 3 ou 4 meses de trabalho [4957.9s → 4969.9s] na pressão prata. Por que o comando, o aeronáutico foi então desativar o projeto? Olha, eu te digo que talvez tenha sido por, o que eu já disse em outra oportunidade, [4969.9s → 4975.9s] são perguntas que se fazem. Cada vez que você responde, eles querem mais. A população, [4975.9s → 4985.9s] o mundo quer mais. São perguntas que você não pode responder. Quem são? Ninguém pode responder. Talvez quem esteja mais amassado [4985.9s → 4993.9s] disso é o americano. O russo, talvez. Quem são? Não tem resposta. De onde vem? Não tem resposta. [4993.9s → 5007.9s] O que eles querem? Também não tem resposta. Essas três perguntas que vão ter feito, que ninguém pode responder e que esvazia o assunto, desmoraliza até a instituição, a força aérea, [5007.9s → 5013.9s] o governo brasileiro. Mesmo assim, não compensaria a força aérea manter o projeto em busca dessas três [5013.9s → 5021.9s] ou outras respostas? Não compensaria manter? Por que fechar o projeto? Se eu fosse o comandante, se eu tivesse mando, [5021.9s → 5033.9s] eu continuaria. Eu obedecia. Eu obedecia mandar parar. Como é que foi essa ordem? Chegou e, olha, chega, mandou parar. Cancelada a operação. [5033.9s → 5039.9s] Tá bom, satisfeito, cancelada a operação. A gente acabou, tá certo. Pra aeronave, pra mim, passou. [5039.9s → 5087.9s] Você continua fazendo vigília? Também. Mas aí já, fim de semana, quando eu podia. Essa conclusão sobre a coleta de material, fazer um antídoto, uma vacina, uma solução sorológica que inibisse qualquer incidência de qualquer moléstia no corpo dessas e desses alienígenas a partir do sangue ou do material colhido no corpo humano, ela foi, numa ocasião, foi exposta ao, quando eu visitei o Rafael Sem Pérez em São Paulo, depois de uma longa conversa, a minha opinião foi colocada para o Rafael Sem Pérez. E o Rafael me disse, olha, essa foi a [5087.9s → 5093.9s] explicação mais lógica que eu ouvia a respeito. E eu também me disculpei. Porque [5093.9s → 5099.9s] o que eu ouvi era agressão. E não me parece agressão. Não foi agressão de forma nenhuma. [5099.9s → 5109.9s] Para mim foi pesquisa, foi coleta de material. Foi a mesma posição que foi colocada para o Jacques Valé e ele agradeceu e disse, olha, foi a explicação mais lógica que eu entendi, [5109.9s → 5115.9s] que eu ouvi até agora. Agora, depois que a operação foi encerrada, o material permaneceu [5115.9s → 5127.9s] em Brasília. O material que vocês coletaram deve ter sido muita coisa. Mas permaneceu em Belém. Mas permaneceu em Belém. Várias vezes eu tentei escrever o relatório final. [5127.9s → 5135.9s] Porque relatório é uma parcelagem. É caso a caso. Por exemplo, uma noite aconteceu três vezes. [5135.9s → 5149.9s] Três. Então tinha que ser feito um relatório englobando isso e um relatório final. Eu várias vezes tentei escrever e o que eu escrevia eu achava [5149.9s → 5155.9s] que em Brasília ia me chamar de louco. O que eu ia escrever é o que eu vi. Quem ia ler [5155.9s → 5163.9s] não estava lá, não viu, ia me chamar de louco. Essa bola, esse troço todo, essas coisas todas, eu achei que [5163.9s → 5169.9s] ia me chamar de louco. Agora, bem depois do encerramento da operação, você continuou pesquisando, investindo em suas [5169.9s → 5177.9s] resgílias, como é que foi isso. Aí teve alguma outra experiência interessante? Pense. Pense. [5187.9s → 5195.9s] Eu uma vez estava em casa Eu nunca relatei isso, não. Estou abrindo para você em altíssima confiança [5195.9s → 5215.9s] pela tua seriedade. Pode? É… Vou repetir. Nunca falei isso para ninguém que autorizasse publicar. Estou te falando agora. Já estou com 60, daqui a pouco estou com 70. Se chegar lá, me desaparecer antes. [5217.9s → 5227.9s] Eu estava em casa, tinha recebido uns livros do Bob Pratt que eu pedi ao Bob Pratt porque eu estava querendo estudar mais nisso, [5227.9s → 5233.9s] queria estudar mais. Bob Pratt o visitou durante a Operação Prata? Logo no início. [5233.9s → 5245.9s] Logo no início da Operação Prata. Queria conversar com ele. O que ele perguntava? Ele queria saber sobre o que tinha ocorrido porque ele tinha estado na Ilha dos Carangueses. E eu nem sabia da existência [5245.9s → 5249.9s] da Ilha dos Carangueses, o que tinha ocorrido lá. Depois eu mandei verificar o que foi. [5249.9s → 5257.9s] E que outros municípios do Brasil procuraram para saber? Nacionais e Internacionais? Ah, Marco Beresolti, General Soa, [5259.9s → 5283.9s] vários, vários. Eu lembro bem de Marco Beresolti, nem sei, nunca mais tive contato com ele. Ele escreveu, ele telefonou para mim. Mas ele queria conversar e eu não tivemos oportunidade. Eu não consegui falar, não conheço o Beresolti pessoalmente. Daniel Rebisso? Daniel Rebisso mais tarde, bem mais tarde. Gisnaldo Taite? [5283.9s → 5289.9s] Gisnaldo Taite, que me violeu e conversou comigo. Vários me procuraram e um deles, o Bob Pratt, [5289.9s → 5317.9s] me procurou. Teve um cara da Argentina, que eu não sei o nome. O Jacques Vallée depois, bem depois, o Jacques Vallée falou comigo, anos depois. Me deu até um livro de presente. E o senhor tinha condição de falar alguma coisa? De declarar alguma coisa? Seus autólogos nessa época? Eu conversava com ele sobre o assunto. Eles viram até algumas fotografias. Conversamos até com o Palácio Oficial da Força Aérea Brasileira. [5319.9s → 5329.9s] E eu não estou autorizado por ninguém para estar dando opinião de coisa nenhuma. Eu não podia falar. E esses autólogos não tiveram? Não tiveram. [5329.9s → 5335.9s] E continuaram trocando correspondência? Continuavam trocando correspondência. Eu era frequentemente consultado [5335.9s → 5351.9s] em alguns casos. Logrônio, você sabe do caso de Logrônio? Não. Um padre, uma sonda que entrou e parou o rádio. Eles mandavam casos para que eu desse a opinião a respeito. [5351.9s → 5369.9s] Falamos de internacionais? Também, da Espanha. Eles mandavam casos para o senhor analisar? Através de um rapaz que tinha pendurado o marco daqueles nossos amigos, os lixoados. Os lixoados. Eles mandavam. Eu trouxe uns casos aqui para você dar uma opinião. [5369.9s → 5375.9s] Para você ler isso e dar a sua opinião a respeito. Vários. Inclusive dos Estados Unidos. [5375.9s → 5391.9s] Então, eu estava em casa. Tinha recebido de presente uma porção de livros. Eu lia. Esses livros procuravam me aprofundar mais em ufologia, em humanóides, aparecimentos, [5391.9s → 5399.9s] abduções, outras coisas. Me munindo de mais conhecimento sobre ufologia. Estava interessado. [5399.9s → 5407.9s] Já não tinha mais na força aérea. Era assunto meu. E um dia eu tinha colocado numa estante, morava na Vila Militar, [5407.9s → 5413.9s] bem distante da rodovia. Esse detalhe é importante porque não tinha trepidação de carro. [5415.9s → 5425.9s] Era uma Vila Militar que passasse um automóvel, um carro de passeio. Os livros estavam colocados, empilhados um em cima do outro [5425.9s → 5437.9s] na minha estante. Eu estava deitado e não estava lendo ufologia. Nesse dia eu estava lendo um outro livro de Rosa Cruz, mas um livro que não tinha [5437.9s → 5445.9s] nada a ver com ufologia. E minha filha, que está aqui em casa, ela está aqui, estava lendo uma revistinha de criança [5445.9s → 5457.9s] da minha cabeceira. Eu estava deitado na cama lendo, e ela estava sentada na minha cabeceira, no chão, e lendo. Quando eles tiveram pegado assim a pilha, eles se jogaram no chão [5459.9s → 5473.9s] e caíram no chão. Enteiros. Empilhados. Transportados verticamente, empilhados, até o chão. Isso. Quando eles pegaram a pilha assim, [5473.9s → 5481.9s] eles foram até o chão. Quando eles bateram no chão, claro que a pilha desmontou. Mas não caíram. [5481.9s → 5499.9s] Até o chão. Bateram no chão, e a minha filha se assustou. Não é ela que está aqui. Ela se assustou. Mas, pai, que engraçado, ela teve a expressão de criança, como é que o livro caiu nessa mesma altura [5499.9s → 5511.9s] do acontecimento? Minha mulher estava embaixo, preparando uma madeira da criança. Eles vão lá até muitos anos. Ela estava embaixo, preparando uma madeira deles. [5511.9s → 5519.9s] A mesma coisa aconteceu lá embaixo. Só que com uma bandeja onde tinham copos e talheres. A bandeja servia a mulher [5519.9s → 5531.9s] sozinha lá embaixo. A bandeja saiu voando da pia, voou pela cozinha e caiu. Não quebrou um copo, [5531.9s → 5545.9s] mas teve barulho. Eu ouvi aquele barulho, e me levantei. Antes disso, eu tinha até brincado. Quando ocorreu, logo caiu essa filha. Foi logo depois que aconteceu [5545.9s → 5551.9s] esse troço lá embaixo. Até brinquei. Peguei o livro e botei no lugar. Peguei a filha do livro e botei no lugar [5551.9s → 5557.9s] para não assustar a minha filha. Até brinquei. Falei, vocês estão querendo que eu leia? Vou pegar um livro aí e vou ler. Abri um livro, [5557.9s → 5563.9s] uma página qualquer. Logo que eu estou abrindo o livro, aconteceu isso lá embaixo, na minha casa. [5563.9s → 5579.9s] A bandeja saiu voando e caiu. Pelo barulho, eu pensei que tinha se machucado alguém. Tem barulho de louça, batendo. Eu tinha uma escada, duas andares. Eu ia descendo, mas ela vinha subindo com os olhos arregalados. [5579.9s → 5589.9s] Aí eu não sei o que foi lá embaixo, não. Eu disse, o que é? Não sei, saiu a bandeja voando e caiu. A bandeja não tinha por que sair da pia. [5591.9s → 5599.9s] É onde você coloca o prato todo dia, o copo, não sei o que, toda hora. Ela saiu voando e foi parar no meio da pia, [5599.9s → 5609.9s] na cozinha. Eu disse, pô, não entendi. Juntei a bandeja e botei no lugar. Aí eu levei um copo d’água pra minha mulher [5609.9s → 5619.9s] e tal, tudo bem. Logo em seguida, dois ou três dias depois, eu estava, ela já estava dormindo, [5619.9s → 5633.9s] eu estava deitado. E estava fazendo uma espécie de desligamento. Estava fazendo uma mentalização. Pô, estava fora. Estava bem desligadão. [5635.9s → 5645.9s] Era um torno de meia noite, mais ou menos. Eu estava deitado, minha mulher do meu lado, na cama, e eu estava deitado de lado. Estava deitado de lado. [5647.9s → 5667.9s] De repente, no meu quarto, um clarão muito forte. Muito forte. E o estalido, como se você tivesse ocorrido alguma coisa assim naquela caixa que tem os disjuntores. Como se tivesse tido algum problema ali. Aquele estalo. [5667.9s → 5673.9s] Estalido muito grande, muito forte. E ao mesmo momento em que iluminou o quarto todo. [5673.9s → 5683.9s] Eu me assustei. Já vi o braço esquisito. E, imediatamente após isso, tinha um ser [5683.9s → 5699.9s] atrás de mim, me abraçando. Era uma situação meio esquisita. O cara me abraçando por trás. Eu não gostei muito da história não. E tinha outro na minha cabeceira. Tinha um metro e meio, mais ou menos. Tipo. [5699.9s → 5703.9s] Vestido com uma roupa parecida com essa roupa de astronauta. Essa roupa de mergulho. [5703.9s → 5719.9s] Volante. Neoprene. Era meio fofo. Não era colado assim não. Era uma pessoa mais gorda ali. Naquela roupa. O rosto não vi. Mas era cinza. Cinza sumo. [5721.9s → 5729.9s] Tinha uma marca de mergulho. Mas o rosto não dava pra se detalhar. Não vi o olho. [5729.9s → 5747.9s] E eu tava muito assustado. E aquele bicho atrás de mim me abraçando. Me abraçou, me apertou. E falou no meu ouvido, em português. Com um som de… Hoje a gente ouve até dessas. Parece computador. [5749.9s → 5759.9s] Metalizada. Metalizada. Uma voz assim. Falando no meu ouvido. Calma. Não vamos te fazer nenhum mal. [5759.9s → 5769.9s] E sua mulher nessa história? Continuou dormindo. Continuou dormindo. Ela nem sabia de nada. Falei, calma. Não vamos te fazer [5769.9s → 5777.9s] mal nenhum. O cara me abraçando, eu olhei. Esse baixinho tava na minha cabeceira. [5777.9s → 5785.9s] Eu tava ao contrário dela. Logo em seguida, o outro estalido. E o clarão desapareceu. [5785.9s → 5793.9s] Eu fiquei muito assustado. Houve alguma situação de perda de tempo? Não me lembro. Não me lembro, porque eu fiquei [5793.9s → 5801.9s] assustado. Pô, será que eu sonhei? O que foi? Um troço esquisito. Mas duas vezes eu tava acordado do primeiro estalido [5801.9s → 5807.9s] pro segundo estalido. E eu digo, pô, eu não entendi. Eu não me lembro se eu deixei pra beber água. [5807.9s → 5813.9s] Eu acho que eu deixei pra beber água. Um troço desse papel. Esse tipo de coisa incomodou? [5813.9s → 5823.9s] Não, no dia seguinte. Voltou a conversar? Não, no dia seguinte. Eu fui pro quartel. Minha mulher sempre fechava [5823.9s → 5831.9s] o portão da casa. Por causa dos cachorros, por causa das crianças. Eu saía com o carro de ré. Quando eu saía, [5831.9s → 5837.9s] ela fechava o portão. Então ela me acompanhava até o carro. Eu ia entrar no carro, despedia dela. [5837.9s → 5845.9s] Saía com o carro de ré. Ela fechava o portão e eu ia embora pro quartel. Eu tinha, nessa época, tem um fato relativo [5845.9s → 5861.9s] a esse carro de novo. Eu tinha um Alfa Romeo azul marinho. Eu fui, meti a chave no carro, meti a chave no carro, na porta do motorista. Quando eu cheguei perto da porta, a porta do outro lado abriu. [5861.9s → 5879.9s] Minha mulher tava vendo. Ela ficou assustada. A porta do outro lado abriu, sozinha. Eu não tinha tocado no carro. Eu tava com a chave, fui chegando perto. Quando eu fui passar, abriu o carro. A porta do outro lado abriu. Abriu. Minha mulher ficou olhando. Já tinha acontecido esse negócio de noite. [5881.9s → 5909.9s] O vidro caiu. Da bandeira, eu saí voando pela cozinha. De manhã, a porta do carro abriu sozinha. Aí ela ficou assustada. Eu até brinquei. Ela falou, vai andar muito não. A viagem é curta. É, companheira, a viagem é curta. É. Aí sentei no carro. Estiquei a mão pra fechar a porta. Quando eu estiquei, a porta fechou sozinha. [5909.9s → 5929.9s] A minha mulher ficou mais assustada ainda. Que coisa é essa? Pum, fechou. Eu saí, fui pro QG. Elas tastiando a bandeira, eu batendo continência, e o braço esquerdo cortava muito. Eu duro pra parar aquele… A bandeira chegar lá no topo e parar o hino. Pra eu poder passar meu braço. [5929.9s → 5935.9s] Eu não podia tirar a mão da pala. Aí o braço cortando, eu mato a mão. Quando parou, [5935.9s → 5945.9s] seu olho tava vermelho. Nesse lugar aqui. Eu te mostrei isso? Não. Tava vermelho nesse lugar. [5947.9s → 5959.9s] Que esquisito. Tinha um ponto vermelho, e todo o entorno tinha cor de rosa. E nesse ponto, eu cortei. De setenta e sete até oito pontos no mesmo lugar. [5961.9s → 5973.9s] Aí passou. Eu vivia com esse troço. Eu tava trabalhando, meia mesa, cortava. Aí um dia, por mera curiosidade, [5973.9s → 5987.9s] eu apertei nesse ponto. Dá atenção aqui. Quando eu apertei, aparece um troço aqui na frente. E se eu apertar assim, você vai ver que ele aparece aqui no meio. Passa a mão. [5989.9s → 5995.9s] Tá vendo? Como se tivesse uma coisinha de plástico. Um pedacinho de plástico aqui. [5997.9s → 6007.9s] Você já fez alguma coisa? Já, não sai nada. Olha aqui. Pega nesse ponto aqui. Eu tô sentindo uma coisa, [6007.9s → 6013.9s] parece uma agulha que ficou lá dentro. Uma demônia, um plástico. Uma agulha de plástico. [6013.9s → 6021.9s] Entrou e ficou. E não parece que você venha. Não, não é. O senhor aparece na ponta ali. [6021.9s → 6027.9s] Eu vou apertar uma vez aqui e você aparece. Muito estranho. Vamos fazer uma cirurgia pra isso aí. [6027.9s → 6037.9s] Eu não. Já me aconselho não. Escuta só. Conversei depois com a equipe. Os caras ficaram olhando. [6037.9s → 6043.9s] Eu tenho a mesma coisa na perna esquerda. Uma das costas. Ele tinha isso numa costa. [6043.9s → 6053.9s] O Flávio subiu e morreu. Eu disse errado. Ele tinha uma coisa dessa na perna esquerda. Mesma coisa. [6053.9s → 6065.9s] E os demais? Não, só nós dois. Só eu e ele. E ele já morreu. Ele morreu primeiro que eu. Depois eu conversei com um amigo meu, [6065.9s → 6079.9s] um médico. Esquisito. Vamos, Paulo, vamos ver isso aí. Fizeram uma regulagem. Aí eu fiz pra pegar a pele e tal. Não sai nada. Uma vez que eu fui a São Paulo, [6079.9s → 6093.9s] eu conversei com o Rafael Santelli. O Rafael, assim, a metade do apartamento dele é euforia. Hoje está pior. Está dentro de nós dois. Ele chegou e pegou uma bússolazinha [6093.9s → 6099.9s] pequenininha que ele tinha. Ele chegou. Vou dar uma olhada aqui. Quando ele colocou a bússola na esquina, [6099.9s → 6107.9s] ela vacilou. Por isso que eu sugiro, pode ser uma evidência física sem pertenência. Ele chegou, colocou, [6107.9s → 6117.9s] ele fuma cachimbo, né? Ele ouve muito mal, ele ficou assim. Só deixa eu ver isso aí. Olha aqui, aparecendo. Ele chegou, pegou uma bússolazinha pequenininha. [6117.9s → 6125.9s] Parece uma latinha de pomada. Ele botou aqui em cima, a bússolazinha. Ele disse, ô Landa, [6125.9s → 6139.9s] isso aí é um troço que eu nunca tinha visto. Conversei com o médico, mandou eu fazer a pesquisa ideológica, não aparece nada. Aí eu falei até com o Rafael, vamos que eu vou mandar [6139.9s → 6147.9s] abrir a pele aqui e ver o que é. Rapaz, se eu fosse você não faria, não. Está te prejudicando? [6147.9s → 6167.9s] Não. Se incomoda? Não. Hoje eu te diria, querente, tirar isso aí. Eu não vou. Deixa eu avisar. O senhor entende que o governo brasileiro continua fazendo pesquisas ecológicas, seja na Amazônia, seja em algum outro lugar, respeita esse fenômeno? Pesquisa como determinação, como programa, não. [6167.9s → 6171.9s] Não acredito. Não tem nenhuma informação a respeito. Primeiro porque eu estou fora. [6171.9s → 6179.9s] Estou na reserva. Tenho muito pouco contato, a não ser financeiro, com o Ministério Aeronáutico. Tenho amigos lá, mas eu nunca [6179.9s → 6187.9s] nunca ouvi falar disso. Que tivesse um programa em uma eventualidade ocorrer um fato, [6187.9s → 6195.9s] o Ministério vai investigar. Como investigou o caso do Zé Cinco, aquele que saíram atrás. Mas com o programa [6195.9s → 6203.9s] eu não acredito. Não tenho conhecimento. O senhor acha que deveria, então, haver um programa desse tipo, [6203.9s → 6209.9s] mandado pelo governo brasileiro, de pesquisa? A minha opinião pessoal, eu acho que sim. Se eu fosse mando na força aérea brasileira, [6209.9s → 6223.9s] eu faria sim. Eu já tenho as minhas razões pessoais. Mas mesmo que eu não estivesse, se eu fosse comandante, o que o senhor imagina que foi feito [6223.9s → 6231.9s] da operação para documentos? Acho que foi ativado sem dar muito valor a isso. Não tive conhecimento de nenhuma repercussão [6231.9s → 6237.9s] disso no Ministério Aeronáutico. Não foram 500 fotografias para isso? Foram as fotografias contidas [6237.9s → 6247.9s] no relatório. Alguns negativos. A maioria ficou no comando. Existe alguém lá que o senhor sabe que esteja tomando conta [6247.9s → 6253.9s] desse material? Ele está guardado no segundo comando. Aí você não vai obter nada a respeito. [6253.9s → 6259.9s] Ninguém abre isso. Tem alguém tomando conta? Alguém cuidando? Mantendo isso assim? [6259.9s → 6265.9s] À minha atenção, só pode pertencer. Fica guardado, mas você não terá acesso a ninguém. [6265.9s → 6285.9s] Nem Brasília, nem Belém. Os meus filmes, os quatro filmes que foram feitos, filmadoras, falei que foram mais de 500 fotografias. Mas os filmes foram feitos por quatro. Um era do Ministério Aeronáutico. Três eram meus. Os quatro foram [6285.9s → 6291.9s] para o Ministério Aeronáutico e eu nunca fiz o meu de volta. Os outros foram comprados com o meu dinheiro, foram feitos por mim [6291.9s → 6303.9s] e a Aeronáutica nunca me devolveu. O senhor nunca pensou em guardar um souvenir desse material? Não. Veja bem onde falei. Eu sempre… A Força Aérea foi e é a minha vida. [6303.9s → 6317.9s] Eu adoro a Força Aérea brasileira. Muito mais quando estava lá dentro. Hoje eu fico de fora vendo como é que meus companheiros e os filmes sucederam, como é que estão fazendo com ela, para que ela protege, para que ela progride, [6317.9s → 6339.9s] para que ela se engrandeça. Eu sempre tive um respeito muito grande pela Força Aérea e pelo meu serviço. Eu nunca faria isso na Força Aérea. Fiquei calado 20 anos. Fui consultado, fui procurado várias vezes. Me pediram que eu escrevesse, que eu fizesse a declaração. Você mesmo, você me pediu, [6339.9s → 6349.9s] não posso falar. Ah, hoje não, hoje estou na reserva. E para os militares de permanência aeronáutica que sabem que existem esses documentos e que a população tem o direito de conhecê-los, [6349.9s → 6353.9s] eu acho que vai ficar com barato. Eu acho que esses documentos deveriam ser liberados [6353.9s → 6371.9s] para o público. Aí já é decisão de comando. Eu acho que, a minha opinião, é aquela que se diz. Se abrir, se disser, logo em seguida vêm outras perguntas que o Ministério da Aeronáutica, o governo do Brasil, não tem resposta. Para evitar [6371.9s → 6381.9s] esse constrangimento, não se fala nada. Uma vez eu estava assistindo o Flávio Cavalcante, um interrogatório sobre isso, um cara perguntou assim, [6381.9s → 6389.9s] por que eles não pousam no Maracanã? Se acontecer um caso desse, um pouso na espanada do Planalto, aí não tem jeito. [6391.9s → 6401.9s] O que eu acredito é que em futuro próximo, bem próximo, e posso ser até um pouco mais abusado do que eu estou te dizendo, não chega a dois anos, [6401.9s → 6411.9s] esse evento vai acontecer. Dentro de um ano e meio, dois anos, esse evento vai acontecer. Contato claro, aberto, todas as televisões do mundo, [6411.9s → 6423.9s] CNN, Globo, todo mundo vendo. Isso deve acontecer dentro de um futuro bem próximo. Se eu desistisse da minha posição, antigamente não dava, eu ficava… [6425.9s → 6445.9s] A primeira coisa que chegava no ministro era publicar a televisão. Se eu tivesse, o dispense chegar na televisão, por exemplo, o ministro chegava na televisão e disse o coronel, o capitão não está autorizado a falar, não há nenhum crédito da força aérea nesse assunto e eu ficava numa situação de babaca. [6447.9s → 6520.9s] O capitão não está autorizado, não tem nenhum valor a declaração dele, hoje eu sou da reserva, eu sou o que quiser. Pode me prender que eu estou morrendo de rir.